Pesquisa sobre a imigração de bessarabianos para Lucélia é publicado em livro na Moldávia
Nossa Lucélia - 06.03.2020


Publicação tem a participação de 130 pesquisadores de 18 países para onde os bessarabianos migraram

LUCÉLIA
- A partir de um trabalho de concussão de curso (TCC) de dois alunos do curso de história da UniFAI desenvolvido Victor Hugo Silva Souza (de Pauliceia) e Alecsander Rodrigues (de Pacaembu), que trata da imigração de bessarabianos para a antiga “Colônia Balisa”, em Lucélia, foi publicado um artigo sobre o tema em um livro na Moldávia, país do Leste Europeu e antiga República Soviética.

A síntese do TCC rendeu um artigo configurado em um capítulo no livro sob o título “Diáspora bessarabiana no Brasil”. O nome bessarabianos deriva da província da Bessarábia (que já pertenceu à Romênia), local de onde vieram para o Brasil grande parte dos descendentes, nas décadas de 1920 e 1930.

O TCC da dupla de estudantes no curso de história e o artigo foram orientados pela professora doutora Izabel Castanha Gil. Marcos Vazniac, de Lucélia, descendente de bessarabianos, contribuiu com informações sobre a “Colônia Balisa”. O artigo publicado na Moldávia é assinato por Victor Hugo Silva Souza, Alecsander Rodrigues, Izabel Castanha Gil e Marcos Vazniac.

PUBLICAÇÃO TEM A PARTICIPAÇÃO DE 130 PESQUISADORES - Na Moldávia, o livro foi custeado pela Universidade Estadual Dimitri Cantemir e por mais três instituições; o Instituto de Ecologia e Geografia Moldavo; Museu Nacional de Etnografia e História Natural e a Associação de Geografia e Etnologia da Moldávia.

A publicação tem a participação de 130 pesquisadores de 18 países, como França, Canadá, Itália, Romênia, Rússia e Brasil, entre outros, para onde os bessarabianos migraram.

Antes dessa publicação física, outra parte das pesquisas rendeu um artigo publicado em uma revista virtual da Universidade Dimitri Cantemir, assinado pela professora Izabel e por Victor Hugo.

Além do reconhecimento à pesquisa decorrente da publicação, Victor Hugo e a professora Izabel Gil passamos a integrar um conselho científico que analisará artigos da América Latina sobre a migração desses povos para essa região.

OS IMIGRANTES BESSARABIANOS E LUCÉLIA - Um dos núcleos dos imigrantes bessarabianos em Lucélia era o antigo Distrito de Balisa. Segundo o campo “História do Município de Lucélia”, no site da Câmara Municipal, há um texto com o título “Um distrito chamado Balisa”, do jornalista José Carlos Daltozo, onde figura como colaborador no conteúdo o também jornalista e historiador Marcos Vazniac, morador em Lucélia e descendente de bessarabianos.

De acordo com a publicação, o Distrito de Balisa foi de grande importância para as cidades de Martinópolis, Lucélia e Osvaldo Cruz. O povoado do Distrito era pequeno, mas a zona rural ao redor era formada de terras férteis, chegando a ter 2.756 habitantes. Seu território pertenceu originalmente a Martinópolis e depois da emancipação de Lucélia, em fins de 1944, passou a ser Distrito dessa nova cidade.

Em 1997 - informa o site da Câmara Municipal de Lucélia – o jornalista José Carlos Daltozo entrevistou o imigrante bessarabianos Stepam Povliuki, para o jornal Folha da Cidade de Martinópolis, que relatou: "Desci na estação ferroviária de José Teodoro, nome antigo de Martinópolis, no ano de 1932, me dirigindo ao povoado de Balisa, onde já haviam outros russos, uma vez que um capataz de uma fazenda nas proximidades era dessa nacionalidade e foi chamando os conterrâneos. Lembro que Balisa chegou a ter umas quarenta residências, cinco casas comerciais, uma igreja ortodoxa, uma farmácia, uma serraria e um cemitério. Hoje nada mais existe no local, todo mundo foi se mudando para Lucélia quando fundaram aquele povoado e venderam terras baratas. Sou nascido em Pitronska, na Bessarábia, atual Romênia, mas na época que nasci, em 1918, pertencia à Rússia. Tivemos muita dificuldade ao chegar no Brasil e, depois, na adaptação ao clima e costumes da nova terra, pois não conhecíamos lavouras de café, nem sabíamos como cultivá-lo. Também desconhecíamos a mandioca e frutas como banana, mamão e manga. Aqui era tudo muito diferente."


Fonte: Aqui Lucélia

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