Levantamento aponta relação de parentesco entre as vítimas da Covid-19 em 8 famílias de Adamantina
Nossa Lucélia - 13.06.2020
Transmissão da Covid-19 entre parentes ocorreu em pelo menos 8 famílias de Adamantina
ADAMANTINA - Adamantina registra 43 casos positivos de Covid-19 entre moradores da cidade, segundo o mais recente boletim, divulgado nesta sexta-feira (12) pela Secretaria Municipal de Saúde. Entre os casos locais, um levantamento realizado pelo G1 de Presidente Prudente, publicado também na quarta-feira, mostra que houve transmissão de doenças entre parentes em pelo menos 8 famílias adamantinenses.
Segundo o G1, os dados foram levantados junto às secretarias municipais de saúde da região de Presidente Prudente, com base nos registros realizados até o dia 5 de junho. Dos 56 municípios da região pesquisados, há confirmações de novo coronavírus em 54 cidades. Dessas, 21 prefeituras divulgaram os vínculos familiares entre esses casos, o que atingiu 55 famílias. Nem todas as secretarias municipais de Saúde contribuíram ou informaram a relação de parentesco entre as vítimas positivas.
Em Adamantina, a reportagem do G1 aponta a ocorrência de casos entre pessoas com algum grau de parentesco, em 8 famílias, atingindo 20 pessoas. Nessas, a ocorrência dos casos alcançou os seguintes familiares:
• Marido e esposa
• Marido e esposa
• Marido, esposa e sogra
• Tia e sobrinha
• Marido, esposa e filha
• Marido, esposa, filho e filha*
• Pai e filho* (*namorados)
• Mãe e filha
MEDIDAS DE DISTANCIAMENTO MAIS INTENSAS EM CASAS COM MORADOR POSITIVO PARA COVID-19
A reportagem do G1 ouviu o médico infectologista Paulo Mesquita, que orientou sobre as medidas de proteção aos familiares, quando algum morador da residência vier a ser diagnosticado positivamente para a doença.
Ele salientou que o uso da máscara é indicado dentro de casa quando há alguém infectado em uma residência pequena e quando não há como isolar essa pessoa em um quarto sozinha. "A pessoa precisa ficar isolada dentro de casa. Precisa ter essa medida de distanciamento mais intensa, separar quarto e banheiro, se possível", pontuou ao G1.
Ele frisou ainda que as medidas preventivas precisam ser intensificadas agora que a quarentena foi flexibilizada. "Um vírus não se torna pandêmico se ele não for transmitido de forma eficiente. Todo cuidado é pouco, estamos lidando com um problema que nunca havia ocorrido antes. É uma doença grave, uma pandemia", disse.
Com a flexibilização da quarentena, o profissional alerta para os cuidados em casa para que o vírus não entre e se alastre entre os moradores, sendo reiteradas todas as medidas de higiene, como lavar as mãos com água e sabão, uso de álcool gel, desinfecção de superfícies, uso de máscaras e manter o distanciamento social.
Fonte: Siga Mais _ Com informações do G1Voltar para Home de Notícias
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