Polícia Civil libera quatro suspeitos envolvidos no sequestro de empresário tupãense
Nossa Lucélia - 21.10.2020
Polícia entendeu que averiguados não tinham envolvimento com o sequestro do empresário
TUPÃ - A Polícia Civil liberou quatro dos dez suspeitos de participar do sequestro de um empresário tupãense ocorrido no último sábado, dia 17, na cidade de Bastos.
Um dos suspeitos, Juarez Barbosa da Silva foi liberado de prestar esclarecimentos ao comprovar que não tinha envolvimento com o crime. Silva estava na mesma chácara onde os supostos criminosos foram encontrados após o sequestro, mas as investigações deram conta de que ele não tinha conhecimento do crime.
“Fui convidado para ir à festa de aniversário de uma criança. Eu, chegando com duas amigas, estava colocando as bebidas na geladeira e dentro de 30 a 40 minutos a polícia invadiu e conduziu todo mundo. Lá mesmo eu já fui liberado, não fui ouvido por delegados, nem por ninguém. E depois, saiu esse vídeo e essas fotos que não têm nada a ver” , disse. “Eu tinha acabado de chegar e nem vi nada. Eu cheguei, entrei e aconteceu tudo isso”, acrescentou.
Os outros suspeitos, Welinton Leão dos Santos, André Luís da Silva e Douglas Edimar dos Santos Paiva, que participavam do aniversário, também foram liberados. Os acusados, que já estão em liberdade por não terem participação no crime, estavam no aniversário da filha de André Luís da Silva, que acontecia na chácara com a presença de suas famílias.
Vale lembrar que durante as averiguações, oito pessoas que estavam na chácara foram encaminhadas para a delegacia. Dessas oito, quatro foram presas e quatro liberadas. Outros dois suspeitos abordados em um veículo na Avenida Tamoios também estão presos, totalizando seis detidos. Os nomes dos suspeitos que estão presos não foram informados até o momento.
ADVOGADO - O advogado dos quatro que foram liberados, Renan Lagustera, informou a população sobre o uso e os compartilhamentos indevidos da imagem de seus clientes, que foram inocentados da participação do crime. “A legislação proíbe a divulgação de imagem de supostos criminosos. Essas pessoas têm que saber que podem ser criminalizadas sim, civilmente, sobre a divulgação dessas imagens indevidas”, afirmou. “O Juarez, por exemplo, tem a empresa dele e trabalha há muitos anos em Tupã. Pessoas compartilham sem saber quem é culpado e quem não é”, completou. O advogado explicou que seus clientes foram apenas conduzidos para uma averiguação, por estarem no local onde, “supostamente, havia criminosos” que estavam envolvidos diretamente no sequestro e roubo do empresário. “Vamos tomar cuidado com essa divulgação de imagem, fotos e vídeos de pessoas, sem saber o que está acontecendo”, disse.
Fonte: Mais TupãVoltar para Home de Notícias
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