Multados pela Prefeitura, empresários do setor de alimentação desabafam e pedem reabertura
Nossa Lucélia - 28.01.2021
Três empresários do ramo de alimentação participaram de entrevista na Life FM
ADAMANTINA - Três empresários do setor de alimentação, de Adamantina, participaram na noite desta quarta-feira (27), do programa Papo de Amigo, apresentado por Anderson Pereira, na Rádio Life FM, debatendo sobre a atual crise vivida pelo setor em razão das medidas restritivas ao comércio impostas pela pandemia da Covid-19.
No encontro, Vinicius Nogueira (Restaurante Tio Panda), Gabriel dos Santos (Restaurante Terra Viva) e Vinícius Pravato (Barão Hamburgueria) contextualizaram a crise em âmbito local e nacionalmente. Desde março do ano passado, com o início da quarentena, vivenciam períodos de extrema dificuldades para honrar compromissos com fornecedores, funcionários e os custos operacionais, como alugueis, água, luz e insumos. Os três negócios respondem por cerca de 40 empregos diretos na cidade.
No rádio, os empresários fizeram críticas ao formato de quarentena e das restrições que atingem todo o comércio, que segundo os representantes, tem pagado o preço muito alto na pandemia. Eles criticaram também a canalização da fiscalização para o setor empresarial, que tem seguido os protocolos sanitários definidos pelo poder público, enquanto não são vistas fiscalizações quanto às pessoas, festas, aglomerações e outras que, potencialmente, ampliam a transmissão do novo coronavírus.
No programa, os três entrevistados foram incisivos na cobrança pelo direito de trabalhar, em um ambiente de autocobrança entre os representantes do setor na cidade, para que os protocolos sanitários sejam seguidos rigorosamente. “Sou a favor da fiscalização. Porém queremos abrir e funcionar corretamente, poque o setor não pode deixar de trabalhar”, disse Vinicius Nogueira, do Tio Panda. Em relação à autocobrança, explicou: “Esse compromisso é para que ninguém saia das normas, porque se fechar, todos se prejudicam”, disse.
Essa perspectiva de possibilidade de trabalhar, na pandemia, também foi defendida pelo empresário Gabriel dos Santos, do Terra Viva. “Não queremos abrir de qualquer jeito. Queremos trabalhar certo seguindo todos os protocolos de segurança”, disse. “O setor todo, no país inteiro, está desesperado”, completou.
Gabriel fez ainda um comparativo com a repercussão dada ao fechamento das fábricas da Ford, no Brasil. “Com o setor de bares e restaurantes fechados no Brasil, há demissão de 'uma Ford' a cada semana, no país”, disse. Ele destacou também que a mobilização é para todo o setor de comércio e serviços da cidade, que precisa girar.
Vinicius Pravato, do Barão, se disse frustrado ao ser obrigado a manter as portas fechadas, enquanto o poder público, em todas as esferas de governo, teve tempo de se mobilizar, sobretudo diante da chegada da segunda onda, que era esperada. Vinicius observou os aportes de recursos públicos injetados na saúde, no enfrentamento à Covid-19, sem que repercutissem na redução ou controle dos casos, recaindo agora, mais uma vez, a sobrecarga ao setor econômico. “Minha maior frustração é que ficamos nos seis primeiros meses de portas fechadas, com a desculpa dada pelo poder público de que era preciso preparar o sistema de saúde”, disse. O setor de restaurantes, bares e similares voltou a operar, com restrições reduzidas, em setembro. E em dezembro voltou a fechar. “Não podemos pagar mais esse preço. Os nossos governantes tiveram tempo para se preparar, sobretudo para esta segunda onda. A gente tá pagando o preço de novo, mais uma vez”, completou.
Segundo os empresários, a operação delivery responde por cerca de 20% a 30% das receitas, nos seus negócios. A manutenção apenas desse formato, sem os serviços presenciais, em seus espaços, não cobre os cursos de operação das suas atividades.
Fonte: Siga MaisVoltar para Home de Notícias
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