Em menos de 100 dias, 62 empresas encerram atividades em Adamantina; 238 desde o início da pandemia
Nossa Lucélia - 12.04.2021


Levantamento mostra número de empresas que legalizaram baixa e fecharam suas portas, em Adamantina

ADAMANTINA - Um levantamento divulgado pelo jornal Folha Regional no último sábado (10), mostra que nos três primeiros meses deste ano, 62 empresas fecharam suas portas em Adamantina. A informação foi obtida pela reportagem junto à Secretaria Municipal de Arrecadação e Fiscalização Tributária.

O Folha Regional levantou dados completos de todo o período da pandemia. Segundo a publicação, entre 1º de março de 2020 a 7 de abril deste ano, 238 empresas da cidade deram baixa na Prefeitura. Dessas, 176 entre 1º de março a 31 de dezembro do ano passado, e as 62 no primeiro trimestre deste ano.

O levantamento considera as empresas que legalmente fizeram a baixa junto ao poder público. Considerando a possibilidade de encerramento das atividades sem a baixa oficial, o número pode ser maior.

De acordo com o Folha Regional, Adamantina tem atualmente 3.264 empresas, o que inclui microempreendedores individuais (MEI), microempresas, empresas de pequeno porte e outras.



EMPRESÁRIOS TÊM FEITO SUA PARTE

Para a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), a recuperação da economia somente terá início se as empresas puderem abrir e permanecerem abertas – o que torna a aceleração da vacinação, dentro do Plano Nacional de Imunização (PNI), uma medida de extrema urgência.

Em manifesto publicado na última quarta-feira (7) nos principais jornais do País, assinado com seus 136 sindicatos filiados, a FecomercioSP destaca que não é possível assistir, passivamente, à extinção de milhares de empresas e que se faz emergencial a atuação conjunta pela reconstrução econômica do País.

Segundo publicou em seu site, a Federação ressalta que nesse ambiente complexo e com a pandemia e a quarentena global inéditas, o empresário se depara com falta de incentivo fiscal, aumento de impostos e o abismo entre a oferta de crédito e a necessidade de recursos por parte das empresas dos mais diferentes setores.



A FecomercioSP menciona também a falta de diálogo e coordenação entre as diferentes esferas do poder público nas cidades, estados e União. “A ausência de coordenação entre os governos municipais, estadual e federal é evidente e um importante agravante que afeta todos os cidadãos, sem exceção. Em contrapartida à falta de articulação nacional para manter a estrutura econômica do País e a sobrevivência das empresas, o trabalho de entidades de classe tem apoiado as ações dos empreendedores que se veem desamparados”.

Ainda de acordo com a instituição do comércio, mais que se adaptar, o empresário se reinventou inúmeras vezes desde que a pandemia de Covid-19 teve início. “Além de seguir os protocolos de saúde à risca e as determinações de fechar as portas em períodos de maior restrição, limitando o atendimento no espaço físico, o máximo foi feito para pagar as contas em dia e manter os empregos dos funcionários”, diz a FecomercioSP. “Apesar dos esforços, que ainda envolvem investimentos em novas tecnologias e aprimoramento dos serviços de entrega para continuar a atender o cliente com segurança, os indicadores, tanto nacionais como estaduais, mostram um cenário crítico no qual o número de contaminados só cresce”, completa.

PREFEITURA SUSPENDE COBRANÇA DE MULTAS E JUROS SOBRE IMPOSTOS MUNICIPAIS ATÉ DEZEMBRO

Como medida de apoio ao contribuinte, a Prefeitura de Adamantina suspendeu por meio do Decreto 6337, de 5 de abril de 2021, a incidência de multas e juros sobre o IPTU/2021, ISS Fixo, Taxa de Licença para Fiscalização de Funcionamento/2021 e ISS Variável/2021 prestador até 30 de dezembro.

Segundo divulgou a Prefeitura, a decisão considerou a suspensão parcial das atividades econômicas em função da pandemia Covid-19, que tem desequilibrado o fluxo de caixa do setor de comércio e serviços, o que impacta também na renda dos moradores que trabalham no comércio e em todo o giro da economia da cidade.

Assim, de acordo com a Prefeitura, estão excluídos da suspensão de multas e juros os recolhimentos de ISS retido na fonte, de ISS de empresas enquadradas nos regimes Simples Nacional e Microempreendedor Individual, bem como acordos de parcelamentos administrativos e judiciais.

O decreto municipal atende a solicitação dos comerciantes que estiveram reunidos no final de março com os representantes do poder executivo. A suspensão da cobrança de multas e juros sobre os tributos municipais até dezembro poderá ser reavaliada a qualquer momento.


Fonte: Siga Mais / Assessoria _ Com informações do jornal Folha Regional

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