Geleião, fundador do PCC que passou tempo preso na penitenciária de Osvaldo Cruz morre de covid-19
Nossa Lucélia - 10.05.2021
Geleião estava preso desde 1979 na Penitenciária Orlando Brando Filinto
ITAPETININGA - Morreu nesta segunda-feira (10), aos 60 anos, o fundador do Primeiro Comando da Capital (PCC) José Marcio Felício, o Geleião. Ele veio a óbito por complicações decorrentes da Covid-19.
De acordo com a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), o preso faleceu por volta das 6h30 na unidade de saúde, onde estava internado desde o dia 9 de abril para tratamento da doença.
Segundo fontes do serviço penitenciário, Geleião estava preso desde 1979 na Penitenciária Orlando Brando Filinto, na cidade de Iaras, região de Itapetininga.
Ele estava preso havia cerca de 42 anos. Geleião foi acusado e condenado de cometer outros crimes na prisão, como ordenar ataques e assassinatos de agentes das forças de segurança.
Geleião foi um dos responsáveis pela fundação do PCC nos anos 90, e chefiou a facção de dentro da cadeia por aproximadamente 10 anos.
O fundador do PCC passou por várias prisões de São Paulo e também no Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná e Rio de Janeiro. Na cadeia, ele foi acusado de comandar vários crimes nas ruas como atentados em prédios públicos e assassinatos de agentes penitenciários, policiais e desafetos.
Durante as mais de quatro décadas que ficou preso, Geleião passou um período na penitenciária de Osvaldo Cruz – no início dos anos 2000.
PRISÃO E JULGAMENTO EM OSVALDO CRUZ - Geleião ficou preso na Penitenciária Compacta de Osvaldo Cruz de 04/07/2003 a 22/05/2009. No dia 21 de outubro de 2016, as ruas ao redor da região do Fórum de Osvaldo Cruz precisaram ser interditas logo pela manhã para julgamento de Geleião e um outro Réu.
Até o helicóptero Águia da Polícia Militar foi requisitado para dar apoio no esquema de segurança.
O caso que envolveu um dos fundadores do PCC é de 2006. Os réus JOSÉ MÁRCIO FELÍCIO e ALEXANDRE DOS SANTOS BUSSE, no dia 19 de novembro de 2006, em hora não apurada, dentro da Penitenciária Compacta de Osvaldo Cruz, mais precisamente no raio 5, mataram o sentenciado Nilton Tadeu dos Santos por estrangulamento.
Todos os envolvidos cumpriam pena na Penitenciária de Osvaldo Cruz quando os réus resolveram matar a vítima porque esta não aceitou que sua esposa fosse utilizada para introduzir drogas dentro do presídio.
No dia do crime, por volta da hora do almoço, os acusados levaram a vítima até um dos banheiros das visitas e às portas fechadas, mataram Nilton por asfixia.
Segundo denúncia do Ministério Público, ALEXANDRE DOS SANTOS BUSSE, o “Barriga”, foi quem conduziu a vítima até um dos banheiros das visitas. E em seguida, “Geleião” entrou no banheiro junto com o outro acusado matou Nilton Tadeu dos Santos.
Os dois réus simularam a ocorrência de um suicídio da vítima por enforcamento, mas a hipótese foi afastada pelos peritos que atuaram no processo. Os réus mataram a vítima por motivo torpe, ou seja, porque Nilton não permitiu que sua esposa fosse utilizada para introduzir drogas dentro do presídio.
O caso foi levado a julgamento após 10 anos do ocorrido. Ele foi condenado por maioria dos votos do Conselho de Sentença, e a juíza Mariana Sperb estipulou uma pena de 29 anos e quatro meses.
A Polícia Militar e a Polícia Civil se mobilizaram num forte esquema de segurança e acesso ao Fórum local. Apenas advogados e pessoas com credenciais tinham acesso ao prédio. As ruas ao redor do Fórum tiveram acesso restrito e interditadas.
Fonte: OCNet / Jornal Cidade AbertaVoltar para Home de Notícias
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