Funcionários da Fundação Casa fazem greve em Irapuru
Nossa Lucélia - 17.06.2021


Durante a mobilização os servidores devem manter 70% de seu quadro funcional em atividade

IRAPURU - Trabalhadores das unidades da Fundação Casa realizam nesta quinta-feira (17), uma paralisação parcial das atividades.

Atendendo à determinação do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), os servidores devem manter 70% de seu quadro funcional em atividade durante a mobilização. Oficiais de Justiça do TRT farão vistoria nos centros socioeducativos para conferir o cumprimento da liminar.

No Oeste Paulista há unidades da Fundação Casa em Irapuru e em Presidente Bernardes.

Responsável pela execução das medidas socioeducativas no Estado de São Paulo, a instituição presta um serviço classificado como de caráter essencial e não pode ter seu funcionamento interrompido.

O Sindicato dos Trabalhadores nas Fundações Públicas de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente em Privação de Liberdade do Estado de São Paulo (Sitsesp), informou que a “administração da Fundação Casa não teve respeito à pandemia, colocando em risco a vida de funcionários e menores”.

“Fecharam diversas unidades e transferiram arbitrariamente vários funcionários. Se recusaram a dar reajuste no salário, com a inflação disparando e corroendo os salários. Estão querendo retirar direitos, como o vale-refeição, em plena pandemia”, diz o sindicato da categoria.

Foi citado pelo Sitsesp que a administração “condenou” a greve, que é “direitos dos servidores para se defender”.

“A greve é um instrumento legítimo, constitucional e um direito inalienável dos trabalhadores”, destaca.

O Sitsesp também esclarece “que houve boa fé do sindicato e dos servidores, que aguardam desde março, data base da categoria, uma solução para o conflito”.

“Além de negociações, houve conciliações no TRT, com a presença do Ministério Público, na tentativa de resolver o conflito pacificamente. O sindicato se colocou favorável à proposta apresentada pelo TRT e MP, mas a Fundação Casa se demonstrou intransigente e se recusou a aceitar o acordo proposto na conciliação. Frente a isso, não houve outra saída aos servidores a não ser exercer seu direito de greve”, afirma o sindicato.

Ainda foi afirmado pelo sindicato que “os servidores se comprometem a encerrar a greve tão logo a Fundação Casa aceite a proposta de conciliação do TRT”.


Fonte: G1 Presidente Prudente e TV Fronteira

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