Dracenense que chorou em entrevista nas Olimpíadas volta à escola onde estudou há 10 anos
Nossa Lucélia - 14.08.2021


Dono de lágrimas no Estádio Olímpico ao lembrar das dificuldades do ciclo e da morte do pai, Mateus de Sá é homenageado onde concluiu o ensino médio

DRACENA - De uma escola pública a cerca de 670km da capital paulista para as Olimpíadas de Tóquio. Dias depois, o caminho de volta foi percorrido. Nessas duas frases estão resumidos os últimos 10 anos do saltador Mateus Daniel Adão de Sá. O atleta que chorou ao lembrar do pai em uma entrevista nos Jogos voltou a se emocionar nesta sexta-feira.

Mateus não se classificou para a final do salto triplo, mas foi o melhor dos três brasileiros presentes na prova. Na entrevista ainda no Estádio Olímpico ao repórter Edgar Alencar, chorou ao comentar sobre as dificuldades do ciclo, que ficou marcado pela morte do pai. Muitos conterrâneos assistiram e também ficaram comovidos. Chegou a vez de vê-lo presencialmente e homenageá-lo, no período de descanso do atleta em Dracena.

“É uma emoção muito grande, passa um filme na cabeça, da sua história, daquilo que você trabalhou para conseguir. Esse reconhecimento tem um valor muito grande para mim, não tem dinheiro, medalha, que pague poder ver tudo isso que fizeram com muito amor e carinho, poder ter essa interação. É um sentimento de muita alegria”.

Nos minutos de visita ao local onde concluiu o ensino médio, conversou com alunos e funcionários, alguns da época em que vestia o uniforme não do Brasil, mas sim da Escola Julieta Guedes de Mendonça. Uma "tia da cozinha" é a mesma. Depois de tantas comidas preparadas com carinho, essenciais no processo até se tornar um atleta olímpico, Mateus fez questão de gravar um vídeo do reencontro e compartilhar em suas redes sociais.

Mas o homenageado do dia era ele. Na quadra, um painel foi montado, com o nome do saltador e fotos de competições. Ganhou um certificado e foi tietado. Também deixou uma mensagem ao microfone.

O atleta do Pinheiros se despediu com aquele gosto de quem quer voltar novamente à escola, mais precisamente em 2024, e com uma redondinha valiosa para mostrar.

“Tenho mais uma competição para encerrar a temporada, já visando o ano que vem, com várias competições, o Mundial, mas o objetivo com certeza será Paris daqui a três anos. Estou muito confiante que vou chegar bem preparado e posso trazer medalha para o Brasil”.




Fonte: Carlos Volpi _ Globo Esporte

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