Dracenense divide vivência de 5 décadas no xadrez, que inclui mérito internacional obtido
Nossa Lucélia - 27.01.2022


Mestre Edson Kenji Tsuboi visitou Dracena recentemente e interagiu com jogadores da escolinha de sua cidade natal

DRACENA - Chegou a hora do grande mestre voltar seus esforços ao objetivo de compartilhar conhecimento com os mais novos. Assim, o ímpeto por competir perdeu boa parte do espaço. Tal mentalidade tem ditado o ritmo de Edson Kenji Tsuboi, dracenense, mestre internacional de xadrez e dono de uma trajetória de cinco décadas na modalidade.

O título de mestre internacional veio há pouco mais de uma década e chegou graças às boas participações em torneios que reuniram as principais escolas do mundo. E o currículo segue ajudando a explicar o porquê de conquistar o mérito reconhecido pela Fide (Federação Internacional de Xadrez, na sigla em francês).

No total, foram três convocações para defender o Brasil nas Olimpíadas do Xadrez, realizadas a cada dois anos: em 1986, em Dubai (Emirados Árabes Unidos); 1990, em Novi Sad (Sérvia) e 1992, em Manila (Filipinas). Os resultados podem não ter sido expressivos, mas a oportunidade agregou muita coisa para crescer e colaborar com a evolução local.

“O Brasil chegou a ir bem, individualmente, em Dubai. Na ocasião, fui como reserva, joguei algumas partidas. Mas o mais interessante em uma competição como essa, que reúne as escolas mais fortes, é você estar ao lado desses jogadores, vivendo essa experiência. Para nós, isso foi o mais importante”.

Edson conta ainda que, logo após a chegada ao mérito internacional, o foco passou a ser mais as aulas. A atividade de professor já dividia a agenda com a de jogador, entretanto as ministrações coletivas, como para equipes universitárias, cederam vez ao contato mais individualizado com os aprendizes.

Ainda que menos focado nas aulas mais amplas, isso não impediu a vinda recente para sua cidade natal com um intuito nesse sentido. No último dia 12, o mestre visitou a escolinha de sua cidade natal, mantida pela Secretaria de Esportes de Dracena.

“Foi muito bacana, apesar de ter sido bem rápido. Não tenho viajado a Dracena com frequência e havia recebido o convite há alguns anos. Joguei algumas partidas com o pessoal da equipe, conversamos, e foi mais uma experiência muito válida, com certeza”.

Edson tem 63 anos e deixou o Oeste Paulista quando tinha cerca de 15 anos. São Paulo foi o destino, com a meta de estudar. Chegando lá, o apreço pelo xadrez, já construído em Dracena na época da escola, fez Edson encontrar oportunidades, e o talento e dedicação transformaram-no em um enxadrista profissional.

“Na época, a Guerra Fria (período de tensão geopolítica entre Estados Unidos e a antiga União Soviética, de 1947 a 1989), com toda sua repercussão, ajudou a despertar este interesse. Alimentado por professores que tive, como da disciplina de artes. E, em São Paulo, acabei encontrando mais espaço para crescer, fui me aprofundando e passando a me dedicar mais”, relembra.

Sobre o cenário atual no Brasil, Edson avalia que a internet tem sido uma grande aliada na busca por evolução. No fim de 2020, o portal ge repercutiu os efeitos que a série "O Gambito da Rainha" (Netflix) produziu também acerca do interesse pelo xadrez.




Fonte: João Paulo Tilio e Paulo Taroco

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