Mãe do adamantinense Pedro Rinaldi vê esforço ser recompensado e volta do filho para casa após Copinha tem gosto de superação
Nossa Lucélia - 27.01.2022


Adriana levou Pedro Rinaldi, por 3 anos, de Adamantina até treinos e jogos em Prudente, viveu fortes emoções nos últimos dias e agora paparica o filho, que se torna atacante no descanso

ADAMANTINA - O último gol da campanha histórica do Mirassol na Copa São Paulo de Futebol Júnior foi marcado por um jogador que "nem era para estar em campo". E se não fosse o esforço feito pela família, mais especificamente pela mãe, talvez nem da Copinha ele participaria. Dias depois do primeiro episódio narrado no início deste texto e quatro anos após o segundo, o lateral-direito Pedro Rinaldi voltou para casa, em Adamantina, e levou junto o gosto de superação.

Esse sabor é dividido atualmente com outros. Um vem do doce de morango na travessa feito por Adriana Rinaldi. Fã de sobremesa como ele não dispensa um sorvete. E ainda tem o do tereré, para espantar o calor do Oeste Paulista.

Enquanto come, é paparicado por Adriana, descansa e revê os amigos, o jovem de 18 anos relembra os 17 dias intensos vividos na Copinha. Entre os lances que não saem de sua cabeça estão os dois gols.

Na segunda fase, foi dele o da virada contra o Atlético-MG. Um chute da entrada da área, no ângulo, "com a perna ruim", como fez questão de frisar.

“Veio tudo na cabeça”, falou sobre a sensação durante a comemoração.

O "tudo na cabeça" começou quando ele tinha 11 anos. Pedro precisou sair de Adamantina para crescer no futebol. O Grêmio Prudente foi o destino. A mãe e uma amiga, por duas ou até três vezes na semana, pegavam o carro, percorriam mais de 70km e levavam o lateral e mais dois meninos até treinos e jogos.

Elas rachavam o valor do combustível, e os garotos dividiam os sonhos. No banco de trás viajava também o zagueiro Gabriel Nader, que chegou a aparecer na lista divulgada pelo Londrina para a Copinha, mas não participou.

"O treino era à tarde, e a gente volta só à noite, umas 11 horas. Eu dava um jeito no trabalho. Não foi fácil, mas é assim. Ele sempre quis, se destacou, então apoiamos", falou Adriana.

Após três anos de bate e volta, o lateral começou a morar em Presidente Prudente, na época com 14 anos. Foram três meses alojados. O período anterior à chegada ao Mirassol, em março de 2019, ficou marcado por uma passagem pelo Athletico e testes.

Em 2020, na retomada do Campeonato Paulista em meio à pandemia, o atleta subiu ao elenco principal. Porém, em 2021, mais obstáculos apareceram pelo caminho. Pedro foi reserva na campanha do vice-campeonato paulista sub-20. Eis que chegou a Copinha, e tudo mudou.

“Desde o Paulista não vinha jogando, não tive muita oportunidade de mostrar meu futebol. Aconteceram alguns imprevistos com o lateral-direito titular, o Wesley. Então, ganhei uma oportunidade na estreia e não saí mais do time. Aprendi muito na Copinha. Ela teve gosto de superação para mim”.

A campanha foi encerrada com eliminação nos pênaltis diante do Santos, mas a campanha estava gravada na história. Nunca o Leão havia chegado até as quartas de final. Saiu invicto, com seis vitórias e um empate. Invencibilidade mantida pela cabeça do adamantinense, aos 43 do segundo tempo.

“Aquele lá foi louco. Tá marcado na minha vida!”

A meta agora é se manter entre os titulares. A previsão é que o calendário da base tenha início em abril, quando ele completará 19 anos. Enquanto o quarto mês do ano não chega nem a pré-temporada, Pedro segue atuando como atacante no campinho da Vila Jamil.




Fonte: João Paulo Tilio e Paulo Taroco _ Do ge

Voltar para Home de Notícias


Copyright 2000 / 2022 - All rights reserved.
Contact: Amaury Teixeira Powered by www.nossalucelia.com.br
Lucélia - A Capital da Amizade
O primeiro município da Nova Alta Paulista