Após 11 anos na Europa com gol na Champions, osvaldocruzense encerra carreira e assume o sub-17 do Azulão
Nossa Lucélia - 20.02.2022
Aos 39 anos, Jackson Lima dá início a novo desafio: "Está sendo bem legal"
OSVALDO CRUZ - Gol na Champions, 11 anos de carreira na Europa e agora a missão de ser treinador. Jackson Lima está de volta à região onde cresceu e foi revelado no futebol. O meia se tornou técnico do sub-17 do Osvaldo Cruz F.C., que se prepara para a disputa do Campeonato Paulista da categoria.
Dentro de campo, o paranaense crescido em Dracena começou a carreira profissional no extinto Oeste Paulista Esporte Clube (Opec), em 2006. Antes ir para Malta – arquipélago ao sul da Itália –, atuou no Catanduvense, Itumbiara (GO), Rio Preto e Penapolense. No país europeu, jogou de 2010 a março de 2021. O auge foi em 2015, quando balançou as redes na principal competição de clubes do mundo.
Com o fim precoce da edição 2020/21 da Premier League de Malta, Jackson encerrou a passagem pelo Marsa FC e voltou para casa, em Osvaldo Cruz. Tinha a ideia de jogar por mais dois anos, mas o futuro estava com outro caminho reservado a ele.
“Fiquei no Brasil procurando algumas situações, tive propostas, mas nada tão convincente. Continuei treinando sozinho. Não estava com a ideia de parar. Estou com 39 anos, mas me cuido bastante, até mesmo na alimentação. Em meio a isso, pintou essa oportunidade do Osvaldo Cruz. Estou realizando o curso para a retirada da Licença B, da CBF”.
O ex-meia está há cerca de 15 dias no comando da equipe. Com treinos e amistosos sendo realizados, ele comentou que o grupo está 80%, 85% fechado para o Paulista Sub-17. Até o momento é formado, na maioria, por jogadores de fora, com quatro atletas da cidade.
Neste processo de aprendizado, ele também tem dado as caras nos treinos do profissional, que se prepara há aproximadamente duas semanas para o Campeonato Paulista da Segunda Divisão – quarto patamar estadual.
“Estou sempre em contato com o Marcos Bruno, não conhecia ele. Fico junto para ver esquema de jogo, obter informações, saber sobre jogadores e se ele vai precisar de atletas do sub-17. Ele é mais vivido no futebol, principalmente no paulista. Como saí, fiquei fora, preciso estar ali, me atualizando”.
Jackson não esperava se tornar técnico de forma tão rápida ao pendurar as chuteiras. Pensava em seguir no meio do futebol em outros cargos, para só depois, quem sabe, dar esse passo. Mas oportunidades muitas vezes não avisam a hora e o lugar, e o ex-meia está gostando da experiência.
“É um desafio novo, a gente vai se acostumando. Para ser treinador, precisa estudar bastante. Está sendo bem legal”.

Fonte: João Paulo Tilio e Paulo Taroco _ Do geVoltar para Home de Notícias
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