O tupiense Mateus Cunha formado na base do São Paulo F.C quer agora ser titular no Flamengo
Nossa Lucélia - 27.05.2022
Mateus foi titular absoluto durante quase toda a passagem pelo São Paulo com convocações para as seleções de base entre 2016 e 2019, mas em 2020 assinou contrato com o Flamengo
FUTEBOL - O tupiense Matheus Cunha fez a base praticamente toda no São Paulo. Após diversas peneiras dos 11 aos 13 anos, foi aprovado e mudou-se para Cotia, onde fica o CT da base tricolor. A distância para Tupi Paulista, que fica a 643 km da capital, tornou escassas as visitas da mãe, Flávia, mas o jovem perseverou até se profissionalizar.
Foi titular absoluto durante quase toda a passagem pelo São Paulo e convocado frequentemente para as seleções de base entre 2016 e 2019, mas acabou saindo após o término do contrato, em 2020.
Na ocasião, a diretoria tricolor não concordou com os termos de renovação propostos pelo empresário do goleiro. Como considerou a pedida alta e dispunha de goleiros no profissional nos quais confiava, além dos então promissores Young e Leandro, o São Paulo optou por não fazer o investimento.
Coordenador da base do São Paulo durante quase todo o período de Matheus Cunha no Morumbi, Pedro Smania diz que o ex-comandado está preparado para atuar pelo profissional do Flamengo caso Paulo Sousa ache conveniente.
“É um excelente goleiro. Tem qualidade e bom jogo com os pés. É tranquilo, tem a qualidade técnica fina muito boa. Ele está pronto, cara. A questão agora é experiência, que ele tem que adquirir com jogos. De 2016 a 2019, ele foi convocado para a seleção brasileira”, afirmou Smania, hoje coordenador da base do Cuiabá.
Na época de sua saída de Cotia, Corinthians e Santos eram outros interessados em sua contratação, principalmente pela fama construída em território paulista, mas Matheus escolheu o Flamengo.
RIFAS DA MÃE E MOBILIZAÇÃO DE TUPI PAULISTA - Cidade com pouco mais de 15 mil habitantes, segundo estimativa feita pelo IBGE em 2018, Tupi Paulista abraçou a luta do "reservado" Matheus Cunha para tentar a sorte em São Paulo ainda na pré-adolescência. Amigos citam que pessoas do comércio e de diferentes ramos ajudavam para viabilizar material esportivo e transporte para uma das grandes promessas da região.
Flávia Cunha, mãe do jogador, chegou a vender rifas para ajudar no "patrocínio" para Matheus participar de oito testes na cidade de Flora Rica, onde ocorriam as peneiras que o levaram ao clube do Morumbi.
Os primeiros passos de Matheus no futebol foram motivados por um tio-avô chamado Donardo. Dos 10 aos 11 anos, começou a treinar nos campos de várzea de Tupi Paulista sob orientação do treinador Piolho, a quem Flávia menciona como um "grande tudo" na vida do filho.
“Matheus sempre foi um menino muito responsável. Aos 13 anos, ele foi para a capital porque passou no teste do São Paulo. Desde pequenininho ele treinava com o Piolho, que teve um AVC e ficou andando em cadeiras de rodas. O Matheus nunca desistiu, sempre treinava durante o dia, sábado, domingo ou feriado”, conta Flávia.
Com o filho no Flamengo, a saudade aperta. Flávia chegou a ficar um ano e meio sem encontrar Matheus, mas esteve no Rio de Janeiro em março deste ano, quando conheceu o Maracanã, alguns jogadores e outros lugares da cidade.
Flávia afirma que não consegue se acostumar com a distância, mas enche-se de orgulho ao falar da gratidão de Matheus. A mãe conta que o goleiro faz visitas anuais a Piolho, a quem presenteou com uma camisa do Flamengo no ano passado. Em entrevista recente à TV Prudente, ela falou da emoção de vê-lo estrear no profissional, na vitória por 2 a 1 sobre a Portuguesa, no primeiro jogo dos rubro-negros na temporada, em 26 de janeiro.
IDOLATRIA POR EDERSON, DO CITY - Fã do canhoto Ederson, outro goleiro famoso pelo bom jogo com os pés, o destro Matheus Cunha ficou louco ao ser parabenizado pelo titular do Manchester City em seu aniversário de 20 anos. Amigos reuniram vídeos, mas o que mais mexeu com o jogador rubro-negro foi o do colega de posição.
Uma curiosidade que os une é o fato de terem sido formados em Cotia. Ederson, porém, deixou a base do São Paulo aos 15 anos, em 2009. Recebeu a dispensa por telefone e hoje é um dos principais goleiros do mundo.
Enquanto Ederson é figura constante nas convocações da Seleção, Matheus defendeu a Amarelinha diversas vezes na base. Em uma das viagens, conheceu outro ídolo: o craque francês Zinedine Zidane, hoje treinador.
Mais novo, Matheus teve a oportunidade de tietar outro ídolo da juventude, este bem mais perto. E a reedição da foto pode ser feita a qualquer momento, já que o jogador em questão é o zagueiro Rodrigo Caio, hoje companheiro de Flamengo. Em imagem registrada na adolescência, o goleiro precisou de poucos minutos, já que Tupi Paulista e Dracena, terra de Rodrigo, são limítrofes.
JOGOS NO PROFISSIONAL DO FLAMENGO - Integrado aos treinos da equipe profissional em 2021, Matheus foi promovido de vez na atual temporada e iniciou as partidas contra Portuguesa (2 a 1) e Volta Redonda (0 a 0), quando os titulares ainda estavam na pré-temporada. Se terá chance de jogar no Fla-Flu do próximo domingo ou não diante de um Hugo pressionadíssimo, somente Paulo Sousa poderá responder.
Apesar dos 21 anos recém-completados na última terça-feira, não falta estrada a Matheus Cunha. Da insistência de dois anos para passar na peneira do São Paulo até os profissionais do Flamengo, o goleiro agora aguarda uma chance para estrear com o time titular rubro-negro.


Fonte: Cahê Mota e Fred Gomes_ *Colaboraram João Paulo Tilio e Paulo Taroco, do ge Prudente e Região e TV FronteiraVoltar para Home de Notícias
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