Defesa Civil ressalva que ventos e ondas dificultam navegação no Rio Paraná
Nossa Lucélia - 11.03.2025


Coordenadoria de Paulicéia explicou que trecho mais perigoso está localizado próximo ao Residencial Portão de Ferro, área submersa de concentração de pedras e bancos de areia

Paulicéia (SP) - Navegar em áreas submersas pode ocasionar casos de motores e barcos danificados por conta de galhos e troncos de árvores. Nessas situações, como também em casos de temporais, a Defesa Civil indica que o local mais seguro para navegação, devido à profundidade, é o canal principal do Rio Paraná, que banha as cidades de Panorama, Paulicéia, Rosana, Teodoro Sampaio e Presidente Epitácio na região de Presidente Prudente.

Em contato com as coordenadorias de Proteção e Defesa Civil dos municípios que são banhados pelo Rio Paraná, entretanto, obteve resposta somente de Paulicéia e Presidente Epitácio.

Segundo o coordenador da Coordenadoria Municipal do Meio Ambiente, Agricultura e Defesa Civil, Luan de Almeida dos Santos, o município de Paulicéia está localizado acima da Usina Hidrelétrica (UHE) de Porto Primavera.

“Próximo à usina, o leito do rio é maior, o que facilita as embarcações maiores transitarem em suas proximidades. No município de Paulicéia, a utilização maior se dá por conta de barcos e lanchas no entorno do município”, explicou.

Devido a esses fatores, ele completou que o local é de boa navegação, uma vez que, com o represamento, houve uma diminuição das correntezas.

Entretanto, Santos alertou que os dias de maior risco para navegação são os de tempestades, em que há um aumento na ventania, que formam as ondas e acabam virando embarcações pequenas.

“O trecho perigoso está localizado perto do Residencial Portão de Ferro. Antes mesmo da construção e instalação da Usina Hidrelétrica de Porto Primavera, havia a grande concentração de pedras e bancos de areia, com o represamento, o trecho veio a ficar submerso, tornando área perigosa para navegação”, alertou o coordenador.

Santos também pontuou que, no geral, a região registra, anualmente, uma média de cinco mortes envolvendo embarcações.

TRAVESSIA - Santos explicou que a travessia pelo Rio Paraná, no município, sempre foi de barco, em que os moradores utilizavam do meio de transporte para se deslocarem até a cidade.

“Com o represamento, houve um maior número de lanchas, caiaques e barcos esportivos. Na questão ambiental, houve o surgimento de muitas algas na margem do rio”, contextualizou.

Ele ainda detalhou que há diferenças na navegação no trecho do Rio Paraná entre as estações do ano.

“No verão, há concentração de embarcações de pequeno porte na água, a exemplo de lanchas e barcos. Já entre outono e inverno, nas estações mais frias ,tende a ter menores embarcações no rio”, pontuou o coordenador.

Além disso, contextualizou que, para navegar, cada embarcação tem seus níveis de exigência e níveis de segurança.

“As lanchas exigem maiores níveis de segurança, se comparadas a barcos e outros tipos de embarcações”, disse.

Ainda segundo Santos, as medidas de segurança, em questão de sinalização, estão ótimas, tendo em vista que o patrulhamento é realizado pela Polícia Militar Ambiental e pela Marinha do Brasil, que necessitam de ações diárias de patrulhamento.

Já a Defesa Civil costuma atuar em pontos específicos da cidade, quando há fortes tempestades.

“O papel da Defesa Civil é orientar munícipes aos riscos e perigos de entrarem no rio em tempo adversos e passar as normas de segurança existentes através de folhetos e anúncios digitais. E, sempre passar à população os boletins meteorológicos, analisar e repassar informações conforme o Plano de Ação e Emergência (PAE)da Usina Hidrelétrica de Porto Primavera”, reforçou Santos.

Já a presidente adjunta da Comissão de Defesa Civil de Presidente Epitácio (Comdec-PE), Rita de Cássia Almeida, reforçou que a coordenadoria somente atua em casos de incêndios em mata, vendavais e alagamentos.

“A Defesa Civil não atua em água, somente presta algum apoio necessário em terra. Para atuar em água, é necessário um treinamento específico. Nesse caso, o município ainda não fez, sendo que a formação do ComdecPE é de voluntários, não dispondo de profissionais como no corpo de bombeiros e marinha”, finalizou.


Fonte: Julia Guimarães _ g1 Presidente Prudente



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