Pecuarista leva multa de quase R$ 4,3 milhões e ainda terá de responder por crimes ambientais por pastoreio de gado no Parque Estadual do Rio do Peixe
Nossa Lucélia - 17.06.2025


Segundo a Polícia Militar Ambiental, o homem, de 70 anos, alegou desconhecer que o local onde os animais estavam, em Ouro Verde (SP), é uma unidade de conservação

Ouro Verde (SP) - Um pecuarista, de 70 anos, recebeu uma multa de quase R$ 4,3 milhões e ainda terá de responder por crimes ambientais em decorrência do pastoreio de gado do rebanho sob a responsabilidade dele na unidade de conservação do Parque Estadual do Rio do Peixe, em Ouro Verde .

Segundo a Polícia Militar Ambiental, o homem alegou desconhecer que o local onde os animais estavam é uma unidade de conservação.

Após a fiscalização, o pecuarista recebeu três autos de infrações ambientais, que totalizaram a multa no valor de R$ 4.289.200,00:

  • um por danificar 1,65 hectare de vegetação nativa secundária em estágio inicial em área considerada de preservação permanente,

  • um por dificultar regeneração natural de demais formas de vegetação em área correspondente a 160 hectares e

  • outro por danificar 312,70 hectares de vegetação com espécies nativas plantadas em estágio inicial mediante pastoreio de bovinos sem autorização em unidade de conservação.

  • De acordo com as informações divulgadas pela corporação nesta segunda-feira (16), os autos de infrações foram majorados ao dobro por se tratar de unidade de conservação.

    A área foi embargada e os 230 bois acabaram apreendidos pelos policiais, mas ainda ficaram sob a responsabilidade do pecuarista, em razão da falta de local para a destinação do rebanho.

    O caso será levado ao conhecimento da Polícia Civil para a apuração dos crimes ambientais previstos nos artigos 38, 40 e 48 da lei federal nº 9.605/98, ou seja:

  • destruir ou danificar floresta considerada de preservação permanente, mesmo que em formação, ou utilizá-la com infringência das normas de proteção;

  • causar dano direto ou indireto a unidade de conservação; e

  • impedir ou dificultar a regeneração natural de florestas e demais formas de vegetação.



  • Fonte: g1 Presidente Prudente



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