Ferrovia entre Bauru e Panorama: obras avançam com 30 frentes de trabalho, mas comunidade cobra melhorias
Nossa Lucélia - 30.11.2025
Obras avançam no trecho entre Bauru e Panorama, mas moradores ainda enfrentam problemas de acessibilidade e segurança
Região - As obras de recuperação da ferrovia no trecho entre Bauru e Panorama seguem em ritmo acelerado, com 30 frentes de trabalho ativas. A primeira etapa, que envolveu limpeza e desobstrução das vias, foi concluída em 2023.
A concessionária Rumo, responsável pela Malha Paulista, prevê que o transporte ferroviário de cargas seja totalmente reativado até 2028.
Situação atual
As obras começaram em junho de 2024 e fazem parte da renovação do contrato da concessionária, prorrogado por mais 30 anos.
Atualmente, os trabalhos incluem:
. Limpeza da vegetação e desobstrução da via entre Avaí e Gália.
. Recuperação e correção de erosões em Bauru, Herculândia e Avaí.
Impactos na comunidade
Apesar do avanço, moradores e comerciantes relatam dificuldades no entorno dos trilhos.
Marcos Valente, encarregado de estoque em Bauru, afirma que o solo irregular atrapalha o trânsito e impede a passagem de cadeirantes.
A passagem de veículos também é prejudicada pelo desnivelamento da região.
Enquanto aguardam melhorias, alguns moradores tentam transformar o espaço. O aposentado Fernando César Rodrigues realiza voluntariamente limpeza, pintura e plantio de mudas próximas aos trilhos desde a pandemia, buscando criar áreas verdes e incentivar o uso comunitário.
Modernização necessária
Segundo o secretário-geral do Sindipaulista, Arnaldo Pitana, a modernização é essencial para suportar os trens atuais:
Vagões antigos transportavam até 60 toneladas.
Hoje, cada vagão chega a 130 toneladas, com composições de até 135 vagões puxados por 4 ou 5 locomotivas de 180 toneladas cada.
O diretor regional Jorge Luiz Martinelo reforça que a reativação é aguardada há anos e será fundamental para o escoamento de cargas no estado.
Perspectiva
Quando concluída, a ferrovia será usada exclusivamente para transporte de cargas, fortalecendo a logística regional e estadual. A expectativa é que a reativação traga benefícios econômicos, mas a comunidade insiste que melhorias de acessibilidade e segurança no entorno não podem esperar até 2028.
Fonte: g1 Bauru e Marília
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