Surto de doença mão-pé-boca preocupa famílias em Tupã
Nossa Lucélia - 28.04.2026


Casos da doença mão-pé-boca em Tupã reforçam alerta para isolamento e cuidados em escolas e creches

Tupã (SP) - Um surto da doença mão-pé-boca tem gerado apreensão entre pais e profissionais de escolas e creches em Tupã. A enfermidade, causada por enterovírus - geralmente o Coxsackievirus - é altamente contagiosa e afeta principalmente crianças menores de cinco anos.

De acordo com orientações médicas, crianças que apresentarem sintomas não devem frequentar ambientes coletivos como escolas ou creches. A medida é essencial para conter a disseminação do vírus e evitar maiores transtornos. Entre os sinais mais comuns estão febre, feridas dolorosas na boca e bolhas nas mãos e pés.

A duração da doença costuma variar entre sete e dez dias. Não há tratamento específico: o foco é aliviar os sintomas, garantir hidratação adequada e manter o isolamento da criança até a recuperação.

Nas instituições de ensino, a recomendação é clara: ao identificar sinais da doença, os profissionais devem solicitar que os pais retirem seus filhos imediatamente, reduzindo assim o risco de proliferação.

O alerta reforça a importância da atenção dos responsáveis diante de qualquer indício da doença, já que a rápida identificação e o afastamento temporário das crianças são medidas fundamentais para proteger a comunidade escolar.

Os principais sintomas e características da doença são:

  • Fase inicial: febre alta, mal-estar, dor de garganta e falta de apetite.

  • Fase de lesões: Após 1 a 2 dias, surgem manchas vermelhas que evoluem para pequenas bolhas com base cinzenta na boca (aftas dolorosas), palmas das mãos e solas dos pés.

  • Locais - podem aparecer também nas nádegas e região genital.

  • Duração: geralmente desaparece sozinha em cerca de 7 a 10 dias.
  • Transmissão e prevenção

    A transmissão ocorre por meio fecal-oral, tosse, espirro, saliva e contato direto com bolhas ou fezes de pessoas infectadas. A doença é altamente contagiosa, especialmente na primeira semana.

    A prevenção é simples, bastando lavar as mãos com frequência, desinfetar superfícies e objetos (brinquedos) e afastar a criança da escola/creche até a cicatrização das lesões.

    É importante saber que não existe medicação específica, sendo que o tratamento foca em aliviar os sintomas. No máximo, podem ser usados analgésicos e antitérmicos para febre e dor, mas sob orientação médica.

    Os pais devem oferecer muitos líquidos (água, água de coco, sucos) para as crianças. E alimentos pastosos, frios ou mornos (sorvetes, gelatinas) para facilitar a deglutição, evitando alimentos ácidos ou picantes.

    Os pais devem procurar ajuda médica se a febre persistir por mais de 3 dias, houver desidratação ou se a criança ficar muito prostrada.

    Fonte: Bastos Já



    Voltar para Home de Notícias


    Copyright 2000 / 2026 - All rights reserved.
    Contact: Amaury Teixeira Powered by www.nossalucelia.com.br
    Lucélia - A Capital da Amizade
    O primeiro município da Nova Alta Paulista