Prefeito de Junqueirópolis é alvo de representação por improbidade administrativa
Nossa Lucélia - 03.07.2026


Advogado protocola representação criminal contra decreto que autorizou ocupação de imóvel para ampliação de escola municipal

Junqueirópolis (SP) - O prefeito de Junqueirópolis, Elio Furini Neto, passou a ser alvo de uma representação por suposta improbidade administrativa protocolada na Promotoria de Justiça da comarca na última terça-feira (30). O documento foi apresentado pelo advogado Jair Ferreira Moura, que também encaminhou uma Notícia Criminal ao Ministério Público, pedindo a apuração de possíveis irregularidades relacionadas à ocupação de um imóvel comercial pertencente a uma empresa de importação e exportação.

O caso - Segundo a representação, a Prefeitura editou o Decreto Municipal nº 7.800/2025, em 5 de setembro de 2025, determinando a requisição administrativa de um imóvel localizado na Rua Piauí, nº 801. A justificativa apresentada foi a necessidade emergencial de ampliar a Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Cristo Redentor. O advogado, no entanto, argumenta que a situação emergencial não existia, já que a ampliação da escola estaria previamente planejada.

Além disso, a representação aponta que a Prefeitura teria ocupado o imóvel sem autorização judicial. O advogado também protocolou pedido junto à Câmara Municipal requerendo a revogação do decreto.

No Ministério Público, foi solicitado um inquérito civil para apurar eventual ato de improbidade administrativa e possível abuso de autoridade. Entre os pedidos estão a revogação do decreto, o pagamento de indenização e a comunicação ao juízo responsável pela ação judicial envolvendo o imóvel.

Manifestação do prefeito - Diante da repercussão, o prefeito Neto Furini se manifestou. Ele afirmou que o imóvel está sob discussão judicial e que ambas as partes envolvidas foram notificadas da intenção da Prefeitura em ocupar o espaço. Segundo Furini, nenhuma delas se opôs e inclusive entregaram as chaves para a entrada no imóvel.

O prefeito destacou que a ocupação ocorre desde setembro de 2025 sem contestação e garantiu que todos os atos foram realizados “dentro da Constituição, das leis, da transparência e da seriedade”. Ele acrescentou que toda a documentação está arquivada e será apresentada para comprovar a legalidade e boa fé da administração. Furini também afirmou que estuda medidas legais diante da situação.

Essa disputa abre um novo capítulo na relação entre Executivo e Legislativo municipal, além de colocar sob análise a forma como a Prefeitura tem conduzido processos de requisição administrativa. O desfecho dependerá das investigações do Ministério Público e das decisões da Câmara Municipal.

Fonte: Folha Regional



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