Bar Encruza 7 denuncia ataques de intolerância religiosa em Adamantina
Nossa Lucélia - 13.07.2026


Bar Encruza 7, denunciou ataques de intolerância religiosa e reafirma sua missão de celebrar o samba e a cultura brasileira

Adamantina (SP) - O Encruza 7, bar temático dedicado ao samba e às brasilidades, localizado na região do Parque dos Pioneiros, em Adamantina, voltou a denunciar episódios de preconceito e intolerância direcionados ao estabelecimento. A sócia e idealizadora, Maria Eugênia, publicou nesta segunda-feira (13), uma “Carta de Desabafo” nas redes sociais, afirmando que esta será a última manifestação pública sobre o assunto.

Cultura brasileira como identidade - Segundo Maria Eugênia, o bar foi criado para celebrar a cultura nacional e não possui caráter religioso. “O Encruza 7 nunca foi um espaço religioso. É um bar. Um lugar para ouvir samba, comer bem, reunir amigos e celebrar a cultura brasileira”, escreveu a empresária. Desde a inauguração, em abril, os sócios destacaram que o espaço nasceu para ser um ambiente de convivência, diversidade e respeito às diferentes manifestações culturais e religiosas.

Ataques e preconceito - Apesar da proposta inclusiva, o bar vem sendo alvo de comentários ofensivos desde maio. Maria Eugênia relatou que o estabelecimento é frequentemente chamado de “bar da macumba” ou “lugar do diabo”, o que ela considera preconceito religioso e não críticas legítimas ao serviço ou à gastronomia. Parte dos ataques, segundo ela, vem de pessoas que nunca conheceram o espaço.

Contradições sociais - Na carta, a empresária também apontou incoerências na sociedade: muitos valorizam símbolos culturais brasileiros ligados às religiões de matriz africana, como plantas ornamentais associadas a orixás, mas rejeitam referências semelhantes quando presentes na identidade visual do bar. Para ela, o preconceito nasce do desconhecimento sobre a cultura afro-brasileira.

Decepção e resistência - Maria Eugênia revelou ainda que alguns ataques vieram de pessoas próximas e até de outros empreendedores locais, o que a entristeceu. Apesar disso, reforçou que o bar seguirá com sua proposta de promover encontros e valorizar a cultura brasileira. “Seguiremos fazendo o que sempre fizemos: trabalhando, aprendendo, evoluindo e recebendo cada cliente com respeito, alegria e gratidão”.

Intolerância religiosa é crime - A Constituição Federal garante a liberdade de crença e o livre exercício dos cultos religiosos. No Brasil, a discriminação motivada por religião pode configurar crime, conforme a Lei nº 7.716/1989, que trata dos crimes resultantes de preconceito ou discriminação. Embora o Encruza 7 não seja um espaço religioso, parte dos ataques recebidos decorre da associação do bar às religiões de matriz africana, devido à sua identidade visual e à religião professada por uma das sócias.

Fonte: Siga Mais



Voltar para Home de Notícias


Copyright 2000 / 2026 - All rights reserved.
Contact: Amaury Teixeira Powered by www.nossalucelia.com.br
Lucélia - A Capital da Amizade
O primeiro município da Nova Alta Paulista