A ARTE POLÍTICA
29 de outubro de 2011
Danilo Pelloso - A arte política, a arte de ameigar a todos sem se comprometer com ninguém. Conceder o prazer do sorriso fácil e o contentamento, abraçando os descontentes, os “inocentes”.
Sempre admirei os políticos, a grande arte de ser político. A necessidade de envolverem pessoas de diversas idades, sempre em favor da comunidade.
Na política, quando a sociedade caminha de acordo, na administração pública, não surgirão oportunidades de apresentar seu poder, ao próprio povo.
As multidões não se concedem a autonomia do poder real. Sempre necessário torna-se o povo subjugado, que apesar dos mesmos terem poderes necessários, apresentá-los de forma a não apresentar poder algum.
Necessário torna-se que ele creia nesta crença.
Concede ao povo o tratamento de uma criança que tudo precisa, a todo o momento. Não há autonomia de resolver seus problemas por si só. Neste caso, o seu poder sucumbirá.
Quando o povo padece, surge a oportunidade de mostrar grandes atitudes advindas do político. Na desgraça alheia, infelizmente, jaz o sucesso político, quando conduzido de forma adequada sempre objetivando curar os problemas da massa.
É mais brando o convencimento e a governancia do povo que carece de tudo, em detrimento ao povo que promove tudo.
Nas ciências políticas tudo deve ser pensado. O simples vestir, falar, se comportar em público. O mesmo deve ser anteriormente analisado.
Na ausência do político jaz a oportunidade de mostrar o quanto é bom, colocando um substituto menos competente, pessoas que do ofício, o conhecimento apresenta-se ausente.
Faz-se o mediano parecer bom e o ruim parecer péssimo.
Exaltasse a figura ausente. O povo dele necessidade sentirá sempre.
Será aclamado, reverenciado, mas nunca o político ausentará seu sentido acurado.
Faz-se da ausência a sua providência. A presença constante só torna o político mais banal do que apresenta ser.
O ouro tem sua importância porque é raro. Sua presença constante o torna mais um metal insignificante.
O político nunca deve ter um substituto mais competente, mais influente, mais responsável. O político deve sim ter substitutos de menor trejeito na condução do serviço, que serão conduzidos aos tropeços.
Sua volta será triunfante. Voltasse como o messias, o salvador.
Deve buscar o diferencial entre a comunidade e não o normal. Há a necessidade de atrever-se em seus projetos, mas tudo pensado e observado.
Dependente de voto necessita-se ser adorado pelo povo. Dependente do povo é preciso auxiliá-lo, nas necessidades que realmente são importantes.
O que fazer? Ser adorado pelo povo em detrimentos dos demais? Ser odiado pelo povo, e auxiliado pelos capitais?
Ter o carisma do povo e o auxílio dos capitais. Subtrair do abastado para conceder ao necessitado, sempre com o seu nome evidenciado, realizado de forma briosa, mas procurando não ser odiado pelos que dessa arte não tem-se como gloriosa.
Os nobres não carecem a complacência em servir ao auxilio solicitado, mas caso observe que esta sendo usado para sua carreira pública, tornará pública a sua atitude incauta e inculta.
Do dispêndio financeiro terá em si o fracasso derradeiro.
O mais coerente seria o encontro da terceira margem do rio, do nosso saudoso Guimarães Rosa, em Primeiras Estórias, encontrar a essência da transcendência pessoal e assim ter no discernimento, na dignidade, a essência de governar a massa, a sociedade.
Ser adorado pelo povo e ser agraciado pela nobreza. Esse é o ponto fundamental da arte política.
Conquistasse o povo, apenas pela nobreza. Apoderasse do poder, apenas com o povo. Necessitasse agradar ao povo e aos nobres.
A massa agraciada fica com grandes eventos, fazendo sentir-se com a importância que deveria ter. A nobreza é exigente e com ela deve-se tomar o máximo de cautela. Ela detém o poder financeiro e o poder político enraizado nos sistemas políticos e nas classes sociais.
Para agradá-la precisasse disponibilizar lugares decentes, enaltecendo, entusiasmando seu ego, que necessidade sente, de estar sempre evidente. Não enalteça o seu adversário político na frente do povo. Enalteça-o em particular. O povo deve sentir em ti confiança. Deve sentir no político a própria salvação. Cria-se a necessidade no povo de salvá-lo depois oferece a salvação.
Para a nobreza este estratagema é indolente e indiferente. Eles não estão em consonância com os objetivos do povo. A nobreza tem objetivos mais excêntricos, exuberantes.
Se o povo, da fome passa, necessário torna-se suprir sua necessidade.
Supridas as necessidades, haverá outras, como cultura, lazer, conforto.
Supridas essas outras necessidades, haverá outras que serão poder, fama, reconhecimento, status.
Só se atinge o status se as necessidades básicas foram suprimidas anteriormente.
E a nobreza encontra-se nesse patamar.
Recursos financeiros a eles não bastam. Devem-se enaltecer suas figuras sempre colocando em primeiro plano, mesmo em detrimento de sua imagem.
Se assim o político conseguir atuar, dificilmente será convidado a retirar-se do lugar onde esta.
Perder a confiança do povo é temeroso. Neste caso exigesse atuar com mãos de ferro que consequentemente ocasionará a perda da tranquilidade e estará sempre na vigilância dos nobres da sociedade.
Neste caso há necessidade de cuidados e atenção.
Será atacado em todos os momentos sempre de antemão, mas não pelo povo e sim pelos nobres.
Se o povo manifesta contra si, tem-se a certeza, que é induzido pelos seus opositores, pela nobreza oposicionista e oportunista.
Ser político é uma arte. É ver a necessidade do irmão, auxiliá-lo em comunhão, e embutir a necessidade ao povo de ter o bom homem de novo, de novo, de novo.
O povo deve ver em seu representante não um político, mas o salvador, o gladiador que na odisséia das batalhas em prol dos justos e carentes, mesmo se a sua intenção não estiver em sintonia com as intenções deste povo decente.
Posicionado no alto escalão, sem levantar a ira dos outros irmãos, principalmente os que detem o poder financeiro e que nobres são, tenho certeza que permanecerá, se seguir esses dizeres que eu estive a falar.
Se assim proceder você estará em posições tão altas, que aqui em baixo, não poderão o ver.
Da ausência constante jaz a sua importância como público homem.
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