Por Danilo Pelloso

A CERTEZA DA INCERTEZA
12 de setembro de 2011


Danilo Pelloso - Não a nada mais incerto do que a certeza de não estar certo.
Do diagnóstico conflituoso, pode-se estar perto. Sua afirmação deixa o indivíduo cético, por tratar-se de procedimentos por mim considerados antiéticos.
Analisando o simples fato da auto-condenação, do inocente ser decente, que desconhece o objetivo, estando submetido ao próprio risco.
O que desenhar? Quando desenhando a mando da doutora, fica-se o eu mental a revelar. Por que criar provas contra si mesmo?
A resposta virá com palavras eruditas, que colocarás tu, em situações descabidas, fazendo suportar ações desmedidas.
Amanhã esta avaliação, com presença de traços da subjetividade, do possível transtorno mental, incita, por fazer-se acreditar, que o eu mental, possui tendência anormal.
As inclinações não são certezas, e sim, a certeza da própria incerteza.
As tendências visitam-no, antes ou depois, do processo avaliativo?
O “louco” era “louco”, ou ficou “louco” após um diagnóstico de “loucura”?
Isso não possui significância dirão os doutores, posteriormente. Não possui importância, porque não és tu, a estar com diagnóstico, que exige uma exterior ação da intolerância, fazendo encerrar a esperança, de viver uma vida com concordância.
O importante é que há tendências, e essas inclinações perseguirá o “contemplado” pelo resto de sua vida.
O mais hilário de tudo é que ele mesmo mostrou-se ser “louco”, a pedido doce e sagaz, da avaliadora, que o qualificou. Se simplesmente recusa-se essa proposta indecente, ele não teria esse diagnóstico.
Querendo ser gentil, fora pego na toca dos leões
. Se acaso houve um equivoco, quanto à avaliação, após o processo e decorrido o tempo, não há mais importância.
Significante será apenas essa herança, dada de muito mal grado, por alguém, que aprecia ter importância.
Testes, e mais testes.
Semelhante a ameaças com arma de grosso calibre, apontada na face, são esses testes projetivos, na mão do profissional que classifica o seu candidato.
Pergunta-se.
Como avaliar uma pessoa, através de testes projetivos, considerando que o avaliador, também é uma pessoa, com suas parcialidades. O avaliador move-se por emoções momentâneas, sendo o teste projetivo dito “objetivo”.
Será? Será?
O nome desses testes, anunciado deveria ser, da seguinte forma: Teste Condenatório Certo com Avaliação Incerta, ou mesmo: Teste Subjetivo com Diagnóstico Objetivo e Conclusivo.
Você faria?
Eu, particularmente, não.
Seria fácil, o processo de internação por tempo indeterminado em instituição psiquiátrica. Seria extremamente complexo, a sua saída. Provar que é “louco” é fácil, comprovar que é são entre os “loucos” é complicado.
O profissional, assim como todos, apresenta seu ser subjetivo.
Quem avalia o avaliador dos testes projetivos? Utilizam-se dos mesmos testes projetivos para essa avaliação? Ou seria um teste mais brando?
E assim surge sucessivamente, sem conseguir fechar o círculo da objetividade, à subjetividade.
Testes projetivos, ferramentas tão prestigiosa, mas sujeita a subjetividade, que é a causa da revolta das bocas maledicente, que conclama a dor que deveras sente.
Definir o curso, o destino de pessoas através da subjetividade de outrem é a morte do eu mental, do discernimento, da complacência.
Transtornos, transtornos e mais transtornos: maníacos, obsessivos compulsivos, psicose, esquizofrenia, bipolaridade..., um simples diagnóstico que causará profundas angústias, mágoas, ou até mesmo aflorará o problema evidenciado, que anteriormente poderia não haver.
Tudo depende do nosso pensamento e do discernimento, que se pode ter, ou simplesmente, não ter.
Um simples diagnóstico escrito aos rabiscos, em tons de pressa, em um pedaço de celulose, sujo de uma tinta escura, borrada.
Um simples diagnóstico por mim considerado injusto, pela avaliação desconsiderar a subjetividade de outrem, na qual tem extrema importância, atribuindo ao ser, muitas vezes tendências, que aprisionará dentro do seu próprio ser.
Mesmo não possuindo indícios, agora embutido em sua mente, a existência de transtornos mentais, esse se manifestará como num passe de mágica, concedendo validação analítica do caso, posteriormente.
Soltem os “loucos”, e prenda os sãos, porque os sãos podem ser “loucos” simulando ser sãos, para ganhar a confiança e o nosso coração, e os “loucos” decentes sãos, injustiçados, por serem um simples cidadão.
Soltem os “loucos”, e saberá que a vivência e a harmonia social, continuaram a mesma, revelando tudo normal.
Soltem os “loucos”, porque hoje você o colocou lá, amanhã tu podes estar neste mesmo local. És só tu ficares nervoso, fugir um pouco dos padrões sociais, e encontrar um avaliador com problemas familiares, que deixará a fuga de seu subjetivo conflito familiar em seu laudo, e desta peripécia, você não gostará.
Soltem os “loucos”, porque hoje estão eles fadados a viver toda a existência, no aprisionamento de um lugar sujo, indecente, injusto, e incoerente.
Soltem os “loucos”, porque os mesmos não existem.
Deixe as antigas peripécias da avaliação subjetiva de lado, e agora vamos agir coerente: Soltem os “loucos”.
Porque a “loucura” depende de quem a observa.

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