Por Danilo Pelloso

A RENTABILIDADE DO MAL NECESSÁRIO
12 de setembro de 2011


Danilo Pelloso - Considerando o fato religioso, da existência de um ser, que levará nossas almas para o quente e doloroso lugar tenebroso, cria-se o sentimento de medo, angústia, temor, e o principal, desenvolve-se a sugestão.
A sugestão, do ser pensante, em relação ao individuo, que a todo o momento, em preleção enfática, sobre uma entidade maléfica, que resultado da imaginação humana.
Conceito desenvolvido para assombrar, principalmente as pessoas imaturas, pessoas de idades avançadas e as criancinhas.
Depositar a responsabilidade, principalmente pelo fracasso de uma vida de angústias, medos, e aflições, na qual, todos nós, sujeitos estão, no jogo de erros, e acertos da vida cotidiana, num ser que desconhecemos que se apresenta como não humano, com características perversas, odiosas e perniciosas para conosco, faz-me pensar que isso apenas é um mero objeto sagaz de manobra da massa com um único objetivo.
Um único desígnio, desconhecido, e por ser secreto guardado é a sete chaves.
Uma análise, mais criteriosa, da história e do contexto, tem-se o indicio deste mistério.
Cômodo e fatídico é uma pessoa amedrontada, tenebrosa, por um ser que nunca verá.
Nessa inspiração popular, criado pelas peripécias de humanos astutos e de mal grado, observa-se as pessoas culpando essa entidade, por fatos equivocados de suas vidas em desequilíbrio.
Espirituoso, para não dizer pitoresco.
A vida não é um jogo só de acertos, como pensam.
Na vida, os erros promovem o crescimento pessoal. Se a pessoa não concede a ti o prazer de errar, também não permitirá evoluir. Se a mesma nascera perfeita não estaria neste plano, vivendo entre os imperfeitos.
Essa superstição popular, da exteriorização do mal, é como uma sessão de psicoterapia. Alivia os cidadãos da responsabilidade dos erros cometidos, culpando o inexistente, o temido inexistente ser da obscuridade, que existe apenas na mente de quem acredita no mesmo.
Obscuro está, o discernimento e a compreensão, da verdadeira razão das coisas mundanas.
Uma face, dois rostos, e vários caminhos a seguir.
Nos cidadãos, surge a dependência, da própria crença, que os amedrontam, mas que anteriormente inexistia, vivendo o cidadão de forma bem vivida, muito mais tranquila.
Ao se deslocar do conforto do lar, as pessoas deveriam estar em locais, que trazem bons conhecimentos, juntamente com pessoas de bom comportamento, e não comparecendo em locais que após poucos minutos decorridos, ausentar-se do mesmo, mais temerosas do que anteriormente.
Seria menos dispendioso, mais agradável e proveitoso, estar em casa e assistir então um belo filme de romance.
A pessoa se abstém da responsabilidade, não perturbando sua consciência.
O marketing da exteriorização do mal resulta na sugestão que desenvolve a dependência de permanecer neste local, que pedirá recursos para continuar a combater o “mal necessário”, o mal que sustenta todo aquele sistema, em desagrado.
A cada recusa do cidadão em contribuir, este será mais atacado no eu psíquico, restando apenas o sentimento de ingratidão e medo. Medo de uma fantasia criada e que o fizeram acreditar na sua existência.
Comédia de muito mau gosto, por utilizar da sugestão fantasiosa para inserir mais sofrimento, numa população já em desalento.
Nascemos inocentes.
Começamos a frequentar lugares, inicialmente bom, mas que após conhecê-los, nos amedronta. Cria-se em nós a dependência de sempre frequentar aquele local, temendo sair e algum mal acontecer a nós ou nossa família.
Fazem-nos vítimas do próprio eu mental, que acredita nas palavras embutidas, com procedimentos ardilosos de sorrisos, cumprimentos, respeito.
Tudo bobagem. Tudo bobagem.
As crianças, essas desconhecem o medo, porque não tem o conceito da exteriorização do mal.
Tudo esta em sua mente, que te ilude, te amedronta, e mente. Ela não é sua inimiga, mas sim você é o seu inimigo, por ouvir palavras fantasiosas, daquele que, falando em público, diz ser seu “irmão”.
As próprias visões, da exteriorização do mal, é por ti desenvolvidas, após indução por métodos de sugestão, que sua crença o utiliza, para fazê-lo crer.
Se você acredita na existência do mal, sua mente comportará a surgir situações semelhantes ao que considera. Você conseguirá ver o mal, onde não há nada. Se você acredita no bem, você conseguirá vê-lo onde também não existe absolutamente nada.
Nossa mente concentra-se fixamente no que acreditamos que é verdadeiro. Comporta-se como uma espuma, a absorver todo o material.
Não há avaliação mental para crença. A avaliação depende no que acreditamos ser verdadeiro, mesmo que seja absurdo.
É um jogo perigoso, que pode comprometer o restante de sua vida, simplesmente pelo fato de você conduzir a mesma de acordo com o que acredita ser verdadeiro, podendo ser iludido a todo o momento, mesmo através de palavras, que a principio, apresenta certo discernimento.
No duelo da sugestão, há apenas duas situações: o que incita o medo, e o que incitado, fica com medo. Este último, normalmente, por temer algo que desconhece, contribui pela causa, temendo o inexistente que não era temido anteriormente.
Caso a sugestão for muito enfática e com grande êxito, a pessoa começará a ver o que teme, e o que da importância.
O que mais intriga é que sabendo do mal a causar, o indivíduo continua a utilizar da sugestão e da exteriorização do mal, para seu bem estar pessoal.
Sugestionar pessoas carentes, inocentes, através do medo, é um procedimento que já fora aplicada com muito êxito, mas que numa análise particular, é simplesmente repugnante.
Em todos os momentos da vida cotidiana, utiliza-se o método da sugestão. Símbolos, vestimentas, exibições, e assim por diante. Tudo com a mesma intenção: deixar-nos sugestionados para todos seguirem os pensamentos de quem nos explana.
Eu queria acreditar na perversão exterior, tirar-me-ia um fardo das costas, mas continuo a não acreditar, e o fardo nas mesmas costas, a carregar.
Vivendo compreendi a existência do bem e do mal, presente no nosso eu mental.
Podem-se ter atitudes boas ou ruins.
Nas atitudes boas, normalmente as pessoas erguem as cabeças, e com um orgulho, acompanhado do lacrimejar dos olhos, enfatiza ser eles autores dessa sublime ação.
Nos comportamentos ruins, as pessoas simplesmente se angustiam, e como a dor é insuportável, e a fraqueza grandiosa do seu ser imaturo, olha para o outro, explicando serem interferências exteriores, que causara tamanha selvajaria.
Peripécias e mais peripécias.
Enquanto o ser humano acreditar que há algo em sua vida, exteriormente perverso, que o conduz a atos impensados, a sociedade continuará estacionada.
Neste comportamento jaz a ausência de humildade, de compreensão de discernimento, causas e consequências de todo o mal.
Continue a acreditar no que não existe e a desconsiderar o que existe meu grande pequeno homem.
Continue a viver neste mundo de fantasia que tu criaste, apenas para suprir as necessidades da sua existência. Indigência essas ausentes, apenas pelo seu comportamento displicente.
Continue a caminhar neste mundo de fantasia. Quem sabe, você caminhando na fantasia, temendo e chorando, encontre Alice, a estender a mão, e assim viverem os dois em profunda comunhão, no país das maravilhas.

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