Por Danilo Pelloso

NA AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO
16 de julho de 2012


Como seria o inferno? Local de chamas, cujas pessoas queimariam no eterno pesar? Visão esdrúxula da imagem do anjo caído? Quem seria? Onde estaria? Por quês e mais porquês. Acreditam na existência do mal para manusear o comportamento humano que é intrínseco a cada ser humano.
Anjos? Demônios? Para quem vive no solo terreno a resposta é comum. Seria a exteriorização do irracional comportamento humano na ausência aterradora das básicas condições em sobreviver.
A tranquilidade terrena é devido à saciedade do ser humano em possuir o necessário, como “criança com vontade do pequeno doce”.
Agora imagine na ausência do necessário: “água e alimento”. Será que partilhar-se-ia o pão? Será que respeitaríamos o irmão? Será que não centraria o egoísmo no próprio ego?
Quando tudo está normal é frívolo ser a boa pessoa. Na ausência, o instinto humano apresenta a verdadeira essência do ser humano.
Nós? Anjos e demônios. Somos os dois lados da mesma moeda.
Bons ou perversos? Não saberia responder. Esses questionamentos responder-se-ia apenas quando houver a necessidade de revelar o sentimento do ser humano para com outrem, em condições nauseante de sobrevida.
Migalhas do abastado jantar, o auxílio? Caridade? Ou bobagens?
Diria comportamento social de promover-se a si mesmo. No infortúnio de uns a oportunidade de ser o bom moço para muitos. Humano? Vamos apreciar a verdade quando não puder dissimular o conveniente sentimento.
Crônica publicada no Jornal Gazeta Regional, Lucélia, SP, em 05 de maio de 2012

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