Por Danilo Pelloso

DERRADEIRA INFÂNCIA
16 de julho de 2012


Distantes pequeninos, não é mesmo mamãe? Não que eu seja velho assim, mas na infância, meu passatempo era estar com meus amigos, brigar com os mais chatos, sentir o coração palpitar na presença daquela pequenina. Computador? Não havia. Celular? Inexistia. Vídeo game? O Atari. A evolução no andar daquela intrépida circunferência. Tach, tach.
Soltava pipa, balão (hoje não). Jogava a tal da bétia, andava a cavalo, e o que mais gostava: “bombinha”. Algazarra! Maldade? Desconhecia. Comportamento inocente, mas coerente com a idade. Infância. Sempre nas ruas e praças, sorrindo pela alegria de ser criança.
Hoje tudo partiu. Quando vejo um pequenino brincando com aquele estúpido celular recordo dos meus momentos, e lamento por ele não ter vivido a verdadeira infância, divertida, ingênua, não menos responsável.
Pais? Ocupados demais para papear com seus filhos. As crianças saltaram da infância para adolescência, caindo no obscuro abismo. Bobagens? Opinião? Os pais amedrontados com a sociedade contêm mais o comportamento dos filhos. Violência? Sempre houve. Em contrapartida, os filhos desejando o convívio social, faz-se de crescidos para os pais.
O que seus filhos vão proferir da infância quando não as tiverem mais? Serão adultos com comportamentos infantis, com dificuldades adaptativas o restante da existência. Considerados: adolescentes problemas, adultos problemas, velhos problemas, e quanto fenecidos? Advinha? Problemas, na tola herança de não viver enquanto tem vida. Conselho? Abra a porta e convide seu pequenino para contemplar essa maravilhosa fase.
Crônica publicada no Jornal Gazeta Regional, Lucélia, SP, em 26 de maio de 2012

Voltar para a coluna de Crônicas


© Copyright 2000 / 2012 - All rights reserved.
Contact: Amaury Teixeira Powered by www.nossalucelia.com.br
Lucélia - A Capital da Amizade
O primeiro município da Nova Alta Paulista