Por Danilo Pelloso
O BOBO
16 de julho de 2012
O brasileiro e seu incompreensível esforcinho bobo. Da aquisição com carinho, o sacrifício. Os preços galopam no frenético ritmo do quarto de milha.
O brasileiro lamenta, lamenta, e continua adquirindo os objetos dos seus murmúrios. O preço aumenta e ele carece. Nasce abastado e morre despojado.
Não queria mesmo, diriam alguns. Brasileiro, meu querido cordeiro, você não é o pastor que tirará o pecado do mundo, então tende piedade de ti.
Acuado em recusar uma compra, devido ao alto preço? Esse é o seu maior defeito. Da recusa da compra, vem à baixa do preço, e assim a disponibilidade do necessário.
Preços galopantes não estão apenas ligados à escassez da matéria e sim ao consumo desenfreado.
Ato imoral a análise crítica. O contraditório das boas maneiras. O imoral transfigurasse em normal, e o justo torna-se tolo.
Se adentrar na compra do produto, o preço encontrar em abrupto aumento, não faça nenhum esforço, apenas não adquiria, porque seu martírio não cessará, quando na próxima semana o preço voltar a aumentar.
Chegará o momento, que os valores estarão tão altos, que se esforçará como a besta, para adquirir o comum, que se tornou incomum.
Seu corpo padecerá no mesmo ritmo da redução da perspectiva. Se o valor paira no voar das nuvens, não o faça continuar a escalar o azul do céu.
Os preços são como crianças, que chora em pranto incontido, em murmúrios lamentos, depois se acalma e volta, no ladino sorrir.
Razões ao aumento? Seu esforcinho bobo, meu brasileiro “bondoso”.
Intransigência? O degradante fato de trabalhar, trabalhar, e em nenhum lugar chegar. Ser necessário sofrer, para o tolo ato nada ter.
Crônica publicada no Jornal Gazeta Regional, Lucélia, SP, em 24 de março de 2012
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