Por Danilo Pelloso
A ARTE DE MORRER ESTANDO VIVO
16 de julho de 2012
Quem nunca viveu a arte de morrer estando vivo? Os pensamentos que você pensa, advêm de ti? Há sempre alguém pensando por nós, vivendo por nós, e distante de nós. A questão não é estar feliz, e sim ser feliz.
O abismo interno não pode ser ressarcido pelo encanto externo. Estamos fenecidos vivos. O pensamento o conduz para o profundo poço da angustia de não ser você mesmo. Entristecido no constante viver, moldado por palavras, comportamentos e gestos, do acamado convívio, não menos custoso, no nauseante pensar, nos valores, que na verdade, não tem valor algum.
Latente felicidade, frente a insistente tristeza, que é a resposta relativa ao convívio, e aos fatos da vida, tornando-se consternado, sem saber o porquê. Continuará neste sentimento, vivendo o esplendor da dúbia aparência, na indiscreta indulgência, de não ser quem realmente é.
Se você não conduz a essência da sua existência, sua felicidade pairara sobre as ondas do grande mar, alternando momentos de euforia com o entristecido constante sentir. A lacuna continua no agonizante pensar conflituoso. És como o paciente que ministra um medicamento para dor e não para o que causa a dor. Assim somos, contemplando a tristeza, em detrimento da intrínseca oculta alegria.
Crônica publicada no Jornal Gazeta Regional, Lucélia, SP, em 09 de junho de 2012
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