CAMPANHA DE VACINAÇÃO
01 de outubro de 2011
Acorda-se cedo com a notícia do surgimento de um novo vírus circulando em nosso ambiente. Vírus mortal para os seres humanos.
O governo faz o seu papel. Divulga-se a informação, enviando a todos os postos de saúde o material para a tal da vacinação.
Esta armada toda a confusão. Algumas pessoas antes mesmo do vírus a infectar já estarão mortas de tanto medo por algo que desconhece. Outros chegam nos postos de saúde sem documento.
Como diz a velha e gloriosa canção: “Sem lenço e sem documento, nada no bolso ou nas mãos eu quero seguir vivendo, eu vou, eu vou...”.
Alguns pensam que o governo esta montando campos de refugiados, com conflitos acontecendo em algum lugar. Outros mais temerosos com a simples vida cotidiana acreditam que é um método de manipulação da massa.
Alguns apresentam tanto receio em ser infectado que repetem o procedimento de vacinação várias vezes tendo a certeza de que fora imunizado. Acabam morrendo da própria doença que temera. Outros acreditam que a vacinação é bobagem.
Iniciam-se os procedimentos. Organizam-se em filas.
Começa a choradeira dos pequeninos, pelo medo que sente da agulha. As mães tentam acalma-los.
A agente de saúde se estressa. É muita gente para vacinar e não há condições. Se for auxiliar a todos não há possibilidade.
Faz-se a seleção. Idosos e crianças primeiro. Alias nessa seleção realizada não há diferença alguma. Se dissesse: crianças grandes e crianças pequenas e assim se organizariam.
Alguns se revoltam pela distinção. Outros “preocupados” no boteco estão. Algumas mães perguntam: é obrigatório vacinar o bebê? Nada deveria ser obrigado, principalmente para aquele que crê que tem fé na providência celestial.
A vacinação deveria apenas ser avisada e o material disponibilizado, mas não o ato obrigado.
Neste caso acredito que não teríamos ninguém a vacinar.
As pessoas concentradas estão nas coisas sem importância que desprezada será. A atenção não esta no ato admirável e sim nas coisas insignificantes, de fato.
Ao celeste agradecesse pelos bebezinhos não saberem o que suas mamães dizem na unidade de saúde, porque se ouvisse e entendesse esse despautério tenho certeza que diria o pequeno grande homem à mamãezinha: “Pare de falar bobagens e me imunize”. É o mínimo que pode ser feito a uma criança.
Algumas mães ainda relatam à intenção de não vacinar o filho devido ao sofrimento causado pela agulhada. Sofrimento? Sofrimento? Se o ato de vacinar é doloroso, mamãe já se ateve ao estado reflexivo do seu filho com esse referido vírus?
Toda campanha de vacinação é aquela confusão. E no final, todos saem dizendo, apertando o braço com as mãos: doeu um pouco. Mas agora todos apresentam um sorriso no rosto.
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