A BARREIRA
02 de outubro de 2011
Viajando deste solo quente e seco do interior paulista com destino ao litoral, para se banhar, apaziguar a desordem e quem sabe se refrescar, observando o mudar da paisagem desta mesma ordem.
Há variações triviais, que deixa a refletir e sempre no bolso a sentir. Seguindo para capital, há sempre uma barreira de concreto armado à frente do caminho impedindo a priori a passagem para o litoral, deve ser porque lá é muito bom e todos querem estar.
Há cabines, pessoas, chancelas. Semelhante às fronteiras da Alemanha Oriental com a antiga União Soviética, mas nesta colocada no meio da estrada não há soldados armados, não há ambiente de conflituoso, nem harmonioso. Há simplesmente uma barreira, interrompendo a alegria de banhar-se no litoral.
Não há contribuição porque não é questionado o interesse em contribuir. Simplesmente necessário torna-se despender de recursos financeiros para a importância definida.
Assim a boa moça jovem, autoriza a abrir a chancela, e lhe concede o direito a passagem, desejando sempre com um sorriso no rosto, uma boa viagem.
Fica-se intrigado. Será que ela gostou de mim?
Como a pessoa que anteriormente não me concedia o direito de ir, com um tostão na mão agora concedeu o direito de eu prosseguir?
Seria necessário entrar-se com habeas corpus, para manter meu direito de ir e vir onde almejar, dentro da nação brasileira?
Incompreensível.
Toda incompreensão ganha forma no decorrer do tempo como uma bela silueta feminina a revelar-se entre as cortinas de cetim.
Caminho mais um pouquinho sentido litoral e lá esta novamente a barreira. A cena se repete. A novela da vida real.
Agora já sabe como proceder: um tostão é necessário conceder a jovem moça, para um sorriso desejando boa viagem receber.
Vou aprendendo, compreendendo toda a situação.
A cada trecho que sigo, desembolso um tostão. Essa é a minha sina: desembolsar um tostão para ser autorizado pela aquela bela menina, e assim deixar-me prosseguir e a minha família com os rostos a sorrir.
Penso ser melhor parar de caminhar e para minha casa voltar, antes que meu tostãozinho, meu salarinho fique nas mãos destas jovens sorrindo.
Dos males o menor. Se fossem soldados estariam zangados, bravos, fiscalizando a todos, com armas em punho, não permitindo minha família passar, pelos perigosos que posteriormente poderíamos encontrar.
Bom deixando as discordâncias de lado, pensando bem minha viagem vai prosseguir, para minha família continuar a cantar e sorrir.
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