Por Danilo Pelloso

NATAL: O NASCIMENTO DO MENINO GENÉZIO
02 de outubro de 2011


Todos aguardam ansiosos e saltitantes a data do ano mais importante. O natal, o nascimento do nosso querido, nosso Genézio. Só pode ser o Genézio porque o nosso exemplo Jesus esta entre as mercadorias comercializadas. Bem, acredito que o natal seja mesmo do Genézio, o senhor do comércio.
Os estabelecimentos estão efervescentes. Preparados para a comercialização de diversos materiais a ser adquirido por todos os seres ditos “racionais”, mas que continuam a comprar objetos sem ao menos precisar. Isso é porque somos “racionais”. Imagine se fossemos irracionais?
São bonecos, bonecas, carrinhos, casinhas, brinquedos diversos para as crianças se divertirem jogando na cabecinha do tio alcoolizado.
Os eletrônicos são para os jovens, para adolescentes que utilizam recursos grandiosos para atividades corriqueiras.
As mulheres se vislumbram com as roupas, principalmente as que realçam seus corpos. Artigos da moda que amanha não estarão mais na moda e sempre sentirão fora do contexto, criando sempre pretextos para uma nova aquisição.
Para os idosos o comércio oferece fotografias, lembranças e assim poder com a idade que deveras sente lembrar-se dos amigos proeminentes. Para cada idade tem-se o material necessário.
Lembram-se de tudo, até do papai noel, um velhinho simpático que fica a distribuir presentes. Hoje não se acredita nele, alias quem acreditaria nele se atualmente o semelhante não preza a dar um simples bom dia acompanhado de um aperto de mão.
Todos sabem do extra provimento recebido que por ser gratuitamente concedido será gasto de maneira desmedida, através de largos e largos pedidos. Inicia-se a confraternização.
Com toda a estrutura montada para a cerimônia, o irmão começa o hino desarmonioso. As pessoas como fazem do local seu próprio coliseu: se digladiam neste ambiente antes harmonioso agora funesto.
Agora não há importância. O importante é ter contribuído aquecendo a comercialização e a economia em homenagem ao nascimento de Genézio, o senhor do comércio.

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