DIFERENÇAS
31 de outubro de 2011
Existem dois tipos de pessoas: o que trabalha e o que dá trabalho, sendo o segundo “eterno filósofo” da vida cotidiana. O ser-humano é indescritível. Discutindo por qualquer motivo, movido apenas pelo prazer de vencer uma boba discussão. Alias em minha existência presenciei as grandes e insignificantes discussões da vida cotidiana. Para o trabalhador não há tempo a discutir.
Tempo precioso aproveitado na essência da coerência.
Transtorna-me a inutilidade das discussões. Pessoas essenciais com objetivos frívolos, e o funesto confundido com o honesto. Discutem com tamanha veemência, que acaba-se por pensar ser uma pessoa com decência.
Rodeiam a seguintes premissas: tipo de veículo a ter? Cor da residência a pintar, para as pessoas que desconhece, como bondoso lar, soar.
Alguns discutem ferrenhamente que tipo de roupa usar. Simples fantasia cotidiana para parecer ter importância. Na ausência da mesma jaz a única certeza. O importante apresenta sua importância pelo simples fato de saber na vida como na morte a igualdade, a esperança.
Enquanto há discussões sobre o tipo de alimento a alimentar-se, há pessoas que, sobrevivendo em condições subumanas, na miséria, na imundice subtrai seu alimento, em lixões, competindo com os urubus, ao relento.
Enquanto discute-se que vinho apreciar, há pessoas que possuem apenas uma água barrenta insalubre a saborear.
Enquanto titubeia que jóias utilizar em seus “sublimes braços e mãos”, o trabalhador continua a garimpar os preciosos metais, sofrendo com as moléstias, a desdita de uma vida na lama, para continuar a adornar pessoas ditas com fama. Palavras com fama confundissem com lama.
É a essência de fazer-se existir, de fazer-se essencial, mas não trivial.
Deus conceda-me adormecer aos meus aposentos, sem atormentar-se na observância da desigualdade humana, causada por todos desumanos.
Discussões insignificantes para pessoas “importantes”. Só alguém sem importância é tão tolo ao ponto de acreditar ter importância nesta vida sublime de fatos marcantes. Na desigualdade social proporcionada por ti esta sua insignificância. Apenas mais um tolo entre todos os outros.
Pare meu irmão de discutir coisas banais, não seja mais um entre todos os animais, que tem na expressão instintiva seu precioso caminho que não conduz a verdade e nem a vida.
(Crônica publicada em 29 de outubro de 2011, no jornal GAZETA REGIONAL – Lucélia – SP)
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