Por Danilo Pelloso

A NORMALIDADE DO SANATÓRIO
03 de novembro de 2011


Instituição psiquiátrica dirigidas por religiosos.
Parede cheia de lodo. Ambiente escuro e de mal gosto. Assemelhasse mais a uma prisão. Aprisionados estão pelo estado lamentável do eu mental que fora alterado.
Há pessoas dessemelhantes. Locais, raças e religiões.
Esquizofrênicos, psicóticos, neuróticos, religiosos. Opa, não, não. Religiosos é o que auxilia, perdoe-me o equivoco da minha escrita.
As grandes manifestações da mente humana encarcerada neste mundo imundo do psiquiátrico, ao submundo desumano.
Há os internos cuja família produziu o distúrbio mental com intuito de livrar-se do seu ancestral. Ele é alcoólatra. Necessário torna-se o vicio para o convívio entre os sãos para depois saber dentro de um hospital psiquiátrico que o único normal, na família, era o doente mental, internado num hospital.
Prender os sãos e deixar os loucos? O que seria essas peripécias de mal gosto? Prendem-se todos os loucos e deixa a meia dúzia de sãos?
Há todos os tipos de pessoas no manicômio, assim como padrões de comportamentos. Alguns ausentassem a anormalidade. São mais normais que os próprios normais.
Um dos internos fora classificado com problema mental desconhecido. Se o problema mental é desconhecido então não pode-se comprovar seu diagnóstico. Sem estar diagnosticado não deveria estar internado. A análise da consequência não é a essência da origem do conflito mental.
A analise da causa é primordial para compreender o enigma mental.
No caso específico tem-se o herege por não acreditar no folclore popular pregado. Alias esse jeitinho popular de domar as massas e mantê-la na dependência que deveria ser pregada na cruz. Não Jesus Cristo.
O herege. Ninguém nasce descrente. O comportamento humano é que nos deixa descrente. A exigência no popular discernimento, na qual não apresenta o seu sustento, fez-se do simples cidadão, o herege no meio da multidão.
Na sua descrença, condenado é, ao manicômio, para viver na loucura aparência.
Não há obrigatoriedade na crença. Mas caso não acredite vão conceder a maneira de você viver entre os não eleitos. Deus. Deus eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo. É porque você não esta no manicômio. Por que ao “louco” ausentasse o discernimento. Dizer ou não dizer não importa. Continuará internado. Ao louco absterá a compreensão do irmão.
Não há convicção da verdade. A única veracidade dos fatos é o fato de não ter veracidade nenhuma.
A fé.
Meu profeta.
A fé move não só montanhas, mas também esperanças de pessoas que na desesperança de permanecer num no aconchego do lar fétido e imundo do sanatório, sendo enganado por conjuras embutidas na mente, jaz a sua lembrança.
Alias quem muito conhece torna-se herege. E o herege é uma persona no grata.
O que desconhece torna-se referência de conhecimento, pela superficialidade da sua realidade.
O ouro em sua pureza essência é sublime. Há pessoas que do ouro só tem o externo brilho, mas o mesmo reage a pequenos conflitos. A pureza do ouro não externa-se reação alguma, em conflito algum.
Há pessoas que são compostas de ouro mil. Outras são como bijuterias, banhadas com um banho bem ordinário, de um ourives desdenhoso, servindo apenas para cintilar, quem no brilho, em seu interior, ausenta-se estar.
Pessoas vestidas com sobretudos e roupas pretas, passando de um lado para o outro, em atendimento aos enfermos.
Neste caso precisasse disso, naquele, daquilo.
Tudo esta certo para o que do oficio desconhece. Uma dúvida paira em minha mente: são os loucos entre os sãos? Ou os sãos entre os loucos?
Deve ser por isso que utilizasse roupa preta para diferenciar, porque em análise ao comportamento não se diferencia ninguém naquele local imundo de sangue e putrefato de comportamento execrável.
Alias a única diferença é que os loucos parecem mais sãos do que os próprios sãos entre os loucos.
Ossos do ofício.
Ambiente curioso e não muito amistoso. Esse é o hospital psiquiátrico.
Acorrentando o pensamento humano em suas nuances, encadeado em seus próprios pensamentos que dizem alterados, atormentados, em descompasso.
O descompasso mental de uns, é o sucesso material de outros.
Compassado deve ser a crença no inexistente.
Pessoas com mentes sãs. A mente é tão “sã” que mente até os próprios sentimentos que sente.
Peripécias de uma vida em retalhos.

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