OBSCURIDADE DA MÃO ESTENDIDA
12 de setembro de 2011
Na cultura popular, o auxilio ao próximo, sempre fora visto como atitudes de muito bom grado, de compaixão, principalmente pelos cristãos que considera essas atitudes advindas dos ensinamentos de nosso querido Jesus Cristo, nosso irmão.
Atualmente a comunidade apresenta sérios conflitos de ordem ética e moral. Seria a mesma capaz de auxiliar o irmão, sem segunda intenção?
Com o auxílio, acompanhado decorre a dependência.
Na dependência do indivíduo, em relação ao outro, desenvolve uma relação de poder, do auxiliado, para com o auxiliador.
O indivíduo dependente continuará sempre dependente. Um aprisionamento do desprovido pelo auxilio promovido.
Ensinar os caminhos tortuosos da conquista, para que o dependente aprenda, e não carecer mais da dependência de outrem seria o caminho adequado, mas não aplicado.
O auxiliador teme a ausência da dependência do auxiliado. Receasse perder o poder em relação ao outro.
Existem duas maneiras de sobrepujar a massa: agindo pelo temor, ou pela caridade.
Pelo temor estabelecerá uma relação de desconforto, tendo o aspirante ao poder disposto a vencer as batalhas diárias. Em todos os momentos haverá conflitos. A todo o instante, os indivíduos mais próximos investiram na tomada, de seu trono sublime.
O outro modo seria pela caridade. Todo caridoso é amado pela massa, uma vez que ele sempre esta a auxiliá-la.
O povo sente-se protegido, por um salvador, advindo dos “céus”, “compreende” todos os problemas cotidianos dos cidadãos.
Os cidadãos sempre iram deixá-lo na posição mais alta na sociedade. Estabelecido essa ponte, um acesso aos recursos que o povo necessita, o mesmo manterá você no poder por ser a maioria mesmo descabida. A massa tende a temer, quando repreendida, e a aplaudir, quando acudida. Tende a ser ingrata, quando o auxílio falta.
A solicitação do auxílio será a todo o momento.
Quando, o aspirante ao poder, não aferir o auxilio, a massa revoltada e incrédula, irá contra o mesmo.
Enquanto tu mantê-la distraída, com a assistência, pode-se cavalgar pelas altas esferas do poder, que a mesma não criará resistência.
Aliado ao auxílio, o sentimento de bondade, e de amor ao próximo deve ser sentido.
Com essas duas ferramentas poderosas não há adversários a temer. Seus concorrentes não conseguirão retirar-te do poder. Tentaram, mas não conseguirão.
Apresento-me cético quanto à caridade juntamente com elevado grau de bondade, acompanhada de galgar uma posição alta, dentro da sociedade.
Tem-me a impressão que necessário torna-se a presença de pessoas carentes, para que outro de forma sorridente e contente, o auxilie o mesmo descontente.
Tornou-se vantajoso, tanto para o auxiliado, quanto para o auxiliador, que na caridade tira o proveito, e mostra-se como homem direito.
Tem-se assim, com esse pensamento antiquado, a estagnação do progresso moral e social, realizada por instituições com aspecto social.
Será essa, uma medida adotada anteriormente, para a conservação do poder e controle social e de nossa mente?
A indignação toma meu ser, ao ver pessoas saudáveis, com capacidade física para o trabalho, na dependência de pequenos auxílios aos frangalhos.
Não seria mais gratificante ao cidadão, acordar ao nascer do sol, e utilizar as mãos para o trabalho? Ou estudar, para galgar horizontes longínquos?
Chega-se a um ponto que a caridade torna-se obrigação, e o outro sempre com o dever de sustentar esses irmãos, que mesmo são não tem coragem de utilizar suas mãos, para ganhar um tostão.
Vida infrutífera essa, adotada por esse comportamento acomodado, vivendo sempre o cidadão no marasmo, por saber que o pão sempre estará presente, porque há indivíduos dignos, de coragem, de respeito, que a “dificuldade” deste carente, sente.
Se esse irmão mudasse o pensamento da dependência, transformaria seu marasmo, na essência do seu trabalho árduo, trazendo, a sua família, o sustento, a dignidade em ter o seu próprio provimento.
Não adote a passividade do fácil provimento. Faça da sua vontade, do seu discernimento, do seu conhecimento, uma maneira em adquirir seu próprio sustento.
Se auxiliar puder, ensine o mesmo a caminhar com os próprios pés.
Se não puder auxiliar, então trabalhe para seu provimento conquistar.
Se não puder auxiliar, e nem trabalhar devido a situações que a vida nos proporciona, é hora de solicitar ao governo, a aposentadoria para dela poder usufruir, e se acaso conseguir, com ela progredir, auxilie o próximo, que necessita, como uma forma de retribuir.
Passe pela vida alegremente, não a deixe passar por ti, descontente.
Não seja um necessitado em tempo integral, e sim um cidadão trabalhador, educado, um ser social.
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