A MISTERIOSA PESQUISA LETÁRGICA
12 de novembro de 2011
O frenesi das pesquisas brasileiras relativo a distúrbios da letargia. Neurologistas, psicólogos, psiquiatras, profissionais para pesquisas triviais. Scopri i misteri dell'inconscio umano. Ao funesto a poesia em apreço.
O enigma que alveja milhares de brasileiros, a avaria ao sono profundo.
Uma amostragem. Composta por cidadãos metropolitanos: esposas traídas, filhos rebeldes, homens desempregados, idosos descontentes.
Eletrodos adicionados à cabeça dos cidadãos. Flashes da psicose. O teste. Especialista pede ao candidato pensar nas suas inquietudes. Pensamentos vêm: conta a saldar, nome na justiça por causa da pensão.
O aparelho aumenta o ritmo. O chefe que ameaça despedi-lo, o filho que desconhece o caminho da escola, assaltos, furtos, medos, aflições. Registra-se tudo. A máquina embarcar num colapso nervoso. Esta transtornada.
Pitoresco esse estudo. Será uma chacota? Há necessidade de análise? Gráficos, sequências. Curvas em ascendências, descendentes. Hipócrates, bota Hipócrates nisso. Rostos médicos aflitos. Da arte em acreditar, a Nietzsche. Atentos. Buscam-se proteínas denegenativas, colapsos neurais, disfunções cerebrais, transtornos mentais.
Comenta-se. O brasileiro tem um cérebro extremamente ativo. Como o brasileiro dará a si o prazer do sono profundo? Escapam à compreensão os motivos do que desconhece o sofrimento do irmão.
Pergunto: É possível o brasileiro dormir bem? Caso afirmativo deveria examinar como adormecer profundamente em situações conflituosas.
Dificilmente submete-se o cidadão abastado de recursos, aos testes. Neste evento ausenta-se preocupações, fazem dos arcanjos motivo do sonho. A adequação na reposição das energias psíquicas só abrange o adequado após autópsia, então prefiro continuar a sonhar com o apocalipse.
Na sobrevivência diária o maior pesadelo. As pesquisas do sono continuam, e não ateve a esta observação.
Receber o escasso e ser tratado com descaso subtrai o sono de qualquer um. Não perdemos o sono. Não se perde o que não se tem. Se destinar a quantidade de recursos adequada principalmente aos aposentados, tenho a certeza que os distúrbios do sono acabariam. Nossos velhinhos vão dormir sorrindo, sem ao menos a necessidade dos diazepinicos.
(Crônica publicada no dia 12 de novembro de 2011, jornal Gazeta Regional, cidade de Lucélia-SP)
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