O POVO QUE SABIA DE MENOS
15 de novembro de 2011
Ao povo que se preza cabe apenas uma importância: o resultado do seu time de coração.
Insignificante torna-se a essência. Significante é o trivial.
A inexistência das cobranças e reivindicações.
Ao povo as pequenas peripécias da vida cotidiana não o desapontam devido ao fato de viver no surrealismo da vida imaginária.
Não são apenas as crianças que tem amigos ocultos.
Adultos? Adultos? E seus amigos ocultos.
Inexiste preocupação ao povo que tudo desconhece. Na essência do desconhecimento jaz a alegria de nada conhecer e com isso não sofrer.
O conhecimento é antagônico a felicidade.
O desconhecimento alheio me preocupa. A desorganização do ser social dentro da comunidade é faz-se da desordem a própria ordem.
Não se atem a nada. Não se exige nada.
Na saúde e na educação não há exigência da população.
Educação, sinônimo de caos. Escolas viraram creches de adultos. A segurança anda conforme há necessidade, quer dizer em um ritmo frenético. Andando de um lado para o outro resolvendo os problemas do ignorante povo.
Quer conhecer o inferno se nele você acredita? É só ausentar-se a energia que nos ilumina, e inexistir segurança e saúde a população que não tem os princípios éticos em suas mãos.
Está criado o próprio inferno em solo terreno.
Nos setores importantes da vida em comunidade, necessários torna-se, para sua manutenção, o desprendimento de valores.
O bem comum. Tão comum que circunda a banalidade.
A vida do nosso povo da pele amarela sem tinta, vivendo nos campos verdejantes que sempre sonhara.
Povo simples. De tão simples torna-se o carrasco do seu próprio ser. Nascer, crescer, torcer e morrer. É ínfimo para um ser humano que tem no íntimo o grande estímulo da mente cósmica.
O que acontece?
O povo teme. Teme o que? Se o povo é que detém o poder da escolha, temer o que?
O povo teme o que desconhece. E um povo que desconhece tudo vive temeroso.
Na riqueza de uns está à ignorância de muitos. No desconhecimento de muitos está à vida de príncipe de poucos.
O grande triunfo do príncipe esta em fazer acreditar no seu poder inexistente pela grande massa.
A poucos que sabem muito e muitos que sabem pouco.
É por isso que estará na fila do hospital novamente, chorando novamente, suplicando novamente e sendo motivo de sorrisos e ironias aos que a ti mente, mas na hora certa te convence.
Você alegremente pensando ser importante gente para essa gente descrente o coloca novamente para chorar novamente, suplicar novamente.
Povo masoquista, pensando ser conhecedor, mas que o único conhecimento é a dor da ausência do discernimento, conhecimento, entendimento.
Povo bom, inocente, incoerente. Na confiança jaz a desesperança. Na superstição o simples desconhecer da razão.
No choro triste de uma vida sofrida jaz a própria mente por ti oprimida.
Objetivos obscuros de poucos jaz ao povo o aprisionamento do próprio pensar.
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