O TRABALHADOR QUE DESCONHECIA O TRABALHO
15 de novembro de 2011
No trabalho é aquela confusão. Várias pessoas. Algumas com ocupação, outras, mesmo com ocupação, digam-se ao trabalho, o enfático não.
Aos atarefados, a eficiência. Destinando trabalho ao último, o fará sublimemente o mais momentâneo que sente. Na complacência inexiste exasperação ao tempo solicitado.
O displicente desocupado sente a necessidade de manter-se desocupado, sempre que requisitado ao trabalho.
Nele simplesmente o erro desconhece. Alias quem nunca se dá ao prazer do trabalho, dificilmente consegue o intento de errar.
Insignificante é o desabrochar da sua finitude. Existência árdua, nula. Na indiferença esta a ausência de quem o procura.
Na busca por conflitos criará seus próprios conflitos. Problemas necessários para a continuidade do marasmo da sua vida cotidiana. Na significância da vida jaz sua esperança de vida.
Da ausência ao trabalhar por um, a escravidão ao trabalho de outro. Simplesmente recebe e não exerce. É um ilustre aposentado que não aposentou, entre os assalariados que já muito trabalhou.
Vive o carpe diem do não trabalho.
Agora a você trabalhador de verdade. Como viver a ocasião, se a todo o momento requisitado é devido saber que o indivíduo ao lado, é intolerante à palavra trabalho?
Um verdadeiro tapeador de um honesto trabalhador.
Seu único triunfo é ser um tartufo, que quando citada a palavra trabalho, comporta-se como um abstinente alcoolizado. Suas mãos começam a soar, seu corpo a tremer. Todas as sintomatologias de uma crise de pânico.
Do trabalho o seu próprio pranto.
Sua saída. Tem-se nos gritos a fulga momentânea. Com golpes fortes contraindo o músculo cardíaco, profere: sempre trabalhei e com integridade.
Será verdade?
Deveria ser: eu nunca trabalhei e assim eu continuarei. Seria mais justo para o trabalhador que no suor de seu trabalho, sente a dor, de ter ao lado, um vagabundo ordinário.
A mim não me embaraça. No coração as batidas para esconder a própria mentira. Este músculo tem sentimentos e memória, revelando as mazelas aferidas, por isso que se açoita ao miocárdio. Alias que miocárdio ehn. Esse é feito de aço.
A certeza que tenho, tem-se a sobremesa das palavras certas: o ser desumano gosta de falar do que desconhece.
Na ira tem-se o proferindo derramamento de injurias por uma simples cobrança do exercício da função.
Cobrasse sua obrigação. Hilariante não?
Serviço voluntário? Não. Restando ao patrão a cara de bobo por ter contratado um lobo.
No recebimento do pagamento volumoso, comporta-se como um cidadão decente e honroso. Semelhante a uma criança em seu passatempo, a fazer birra, esta esse desdenhoso atrás de intriga, querendo ser tratado com ouro e mirra.
Trabalho, trabalho e trabalho. Vossa excelência não trabalha, mas me dá trabalho.
Não há nada que dignifica o homem do que seu próprio sustento, dignamente, não desta forma ociosa incoerente.
Intrigante e perturbador.
No decorrer do ano. No ócio da ausência do ofício. No final do ano trabalhando com prazer e com riso. Agora com empenho e motivação. No churrasco a realização.
No trabalho um fiasco. No final do ano conserva as energias para a confraternização.
Peripécias. Peripécias. Comediante não?
Um belo ator atuante em nosso circulo profissional? Seria profissional negar a própria profissão?
Murmúrios são escutados, sendo ditos por esse cidadão: esse ano foi intricado, conseguindo com maestria, no exercício árduo, desempenhar todo o meu trabalho.
Com semblante de bom moço, retirasse pela porta, proferindo palavras de mal gosto: agora vou comemorar meu merecido descanso, e assim obter a energia necessária para prosseguir no próximo ano.
Comédia da vida cotidiana. Do trabalho a esperança da ausência dessa criança levada, criança levada que deveria ser levada para longe, longe de mim.
No ano posterior será a repetição: esse cidadão fingindo trabalhar, empurrando o trabalho a mim, e eu trabalhando estressado a estar, o meu Deus que coisa ruim.
O desagrado não é trabalhar, ruim é ter o desprazer desse cidadão, ao meu lado, a estar.
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