ÁRVORE NATALINA
15 de novembro de 2011
Natal, pessoas as compras. A andar desenfreadas pelas avenidas movimentadas da bela cidade apagada. Mas é Natal. Tempo de alegria e de paz interior. Alias tempo de solidariedade que aumenta proporcionalmente com a idade, temendo a morte, tornou-se a única verdade.
Data festiva. Comemorativa. Compram de tudo até árvores fabricadas de plástico duro e sem vida.
Enfeitasse assim o belo e grandioso natal, com objetivos inanimados. O aumento do ser prestativo nesta data é reverenciado. Todos bonzinhos, prestativos. Atitudes de muito bom grado.
Natal. Substituísse as reflexões desta data importante, para as compras insignificantes. Alias problemas pequenos advêm de sujeitos diminutos.
A grande perda da magnífica existência.
Do piscar das lâmpadas natalinas surge o desgosto de ter vivido a vida sem a essência, de viver com importância, a existência.
Colocam-se os pisca-piscas para os mais velhos contar quantas luzes está a acender e apagar, atividade essa realizada com desenvoltura, com maestria, para quem tempo tem em demasia, deixando tonta a tia, que de labirintite sofria.
Colocam-se figuras, como duendes, entre outras alegorias. O modelo familiar da descendência, adentrando um pouco alcoolizado, na noite natalina, contempla-nos com gargalhadas, dizendo ter avistado um duende.
Neste ano não haverá alucinações. Há duendes escalando o polietileno natalino. Mamãe já pensara em tudo, para o constrangimento inexistir.
Cartões de natal na saia da árvore. Inicia-se o amigo oculto, ou amigo inculto, ou amigo abrupto, tanto faz, fora da caridade não há salvação.
Seria o inimigo obscuro?
Luzes natalinas, para a árvore de natal, ligadas sempre à noite. Ficam num ritmo frenético, a piscar, deixando a mente em estado alterado de consciência.
O frenesi de quem o recurso cotidiano ausenta-se. Distrai os abstratos pensamentos que deveriam ser direcionados para o alto.
Adoração ao supersticioso da vida.
Convidados com garrafas ao lado, não sente o piscar das luzes. Alias piscando ou não piscando, eles estão é tomando.
Inicia-se o amigo oculto, inculto e insulto, como se fosse mais um vulto. Vários presentes. Estréia alegremente com uma pessoa, encerrando nos protestos das vicissitudes da vida material e imoral.
Lembranças de mal grado são citadas a todo o momento.
O amigo é oculto então tem que conceder a descoberta, como: “ele esta tentando o término de seu curso universitário, mas essa odisséia esta prolongada”.
Utilizam palavras rebuscadas para atitudes que torna em si a verdadeira emboscada. No final perguntam: Descobriram?
As pessoas já sabem, e estão a apontar os dedos no rosto do cidadão.
Ohnnn! Ohnnn! Abraçando o ofendido exclama algumas palavras como parabéns, seja muito feliz. Peripécias insignificantes que os indivíduos são capazes de proferir após ofensa.
Ele recebe o presente entristecido, mas não demonstrando seu eu mental transformado.
Na injúria alheia a sua vingança.
Inicia-se aquele ritual macabro e funesto, destilando peçonha na pessoa de direito, no seu amigo oculto, ou inimigo insulto?
Quanta bobagem nessa data natalina. Só esquecera o principal. Do natal só esquecera o nascimento celestial, do mestre do cosmos, no plano terreno material.
As luzes continuam a piscar, os alcoólatras a tomar, as crianças a brincar, e os idosos não conseguem nanar. Quando conquista essa façanha é um sono profundo, onde ao dar um gracejo a uma criança, está desanimado e inanimado.
O dissincronismo das luzes a piscar faz as pessoas se concentrarem naquela inutilidade exuberante. Alias a insignificância das coisas é a concentração de todos os que na vida tornam-se insignificantes, para uma existência que desrespeita a essência.
A árvore apagou. Não pisca mais. Os olhos das pessoas não brilham mais. A beleza externa não irradia mais. Tudo fora terminado por meras palavras de mal grado.
O bebe encontra-se aos prantos no carpete, próximo à árvore, com a pequenina lâmpada já na garganta, aventura desta pequena criança.
Agora inexiste a “beleza” grotesca da árvore. A desarmonia abraça fraternalmente o ambiente natalino.
As pessoas conflitam entre si. A árvore esta toda escura.
A culpa apresentasse como um relâmpago a clarear todo o ambiente. Será crucificado, morte por dentro, mas não ressuscitado, porque não encontra-se na mansão dos mortos e sim na singela casa dos tolos.
O culpado. Quem é? A mãe que não cuidaste adequadamente do filho discutindo coisas importantes, no caso, que vestido iria à festa de ano novo, ou o bebe curioso?
O culpado é o bebe. Ele não sabe se defender nem se expressar, então é mais fácil de culpar.
Disso não tenha dúvida. Nesta vida culpa-se o que não tem culpa.
O bebe não consegue nem chorar. Uma pequena lâmpada, em sua garganta, presente a estar.
E todo ano as pessoas comentam o mesmo: se soubesse que iria acontecer isso eu nem comparecia.
Quanta bobagem.
Nos planos cósmicos superiores sorrindo dizem: E eles acreditam ser imagem e semelhança de Deus.
Quanta imaginação.
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