TEATRO DE MARIONETES
17 de novembro de 2011
Nada é mais sem graça do que o teatro de marionetes. Uma pessoa a manipular todos os movimentos do diversos personagens, num espetáculo singular, em que o único a ser aplaudido, é o próprio criador do monólogo preterido.
Do criador a criatura criada.
Há o sincronismo de ação. Os personagens conversam entre si, debatem entre si, brigam entre si, mas é tudo fatídico. Iniciasse e encerrasse na mente do idealizador.
Detrás de uma cortina escura esta o ser pensante que tudo sabe e tudo vê, mas que para a platéia não pode parecer. Todos sentados assistindo com atenção, a toda aquela apresentação, a bela manipulação.
Há personagens femininos, masculinos, crianças e idosos, até animais entre os seres “racionais”. Todos encenados e interpretados.
Seria transtorno de personalidades múltiplas? Estudam-se os comportamentos.
Na encenação a perfeição. Dos personagens brotam a vida, apenas na mão do estimado ventríloquo.
É um monólogo. O todo da parte. No centro a espiral cósmica.
Inexiste a expressão criativa e o senso comum. Como haveria senso comum sendo tudo controlado por apenas um?
Esse é o teatro de marionetes.
Puxemos a corda sempre. Levantando e sentando. Puxemos a corda sempre. Dançando e bailando. Puxemos a corda sempre, dando vida ao boneco humano.
Somos seres viventes, que apresentasse sem vida aparente. Vivemos a frivolidade. Na vida a ausência da mesma.
Da excelência não se faz a essência.
A sempre um sistema pensando por nós, para nós, mas não com nós. Tem-se a independência nas coisas, cuja ausência da essência segue a procedência.
No joguete do mar de emoções cotidianas, com as mãos e pés amarrados, na desesperança, conduzidos ao nosso insignificante destino.
Nosso próprio desatino.
Não há referência do bom ou ruim em nossas vidas. Não há julgamento nem ao menos sugestão.
Não há nada, devido ao egocentrismo do irmão, na ânsia de viver a vida de todos, manuseando os seres “pensantes”, no teatro de marionetes humanos, repugnante.
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