NO OLHO DE HORUS
20 de novembro de 2011
O senhor sentado no balcão do boteco, com o principal amigo adentrando o copo, iniciasse seu ritual matutino. Ler o jornal, e beber, para a sede de consciência o mesmo ter.
Planejamento estratégico, sistema governamental de finanças, administração de conflitos internos.
- Nossa. Esse é o mundo em que vivemos? Nossa! Há tudo isso, comenta o bom senhor.
As reportagens assemelham na plenitude do praticado em seu convívio.
A cada reportagem um gole. Bebe-se para entender ou para esquecer caso entenda. A abertura da percepção da consciência humana.
Vira a outra página, deixando-o consternado. Ministério de minas e energia, casa civil. Sistema de contenção de riscos econômicos.
Outro gole a tontear a mente e rasgar a garganta. Necessário para o entendimento de tudo que fora escrito.
Regulamentação da taxa de juros. Sistema selix a 13,5%. Sistema de controle inflacionário.
Desce mais uma que eu mato é de ímpar, comenta o nobre senhor, ao adentrar no mundo das notícias. Elas continuam.
Nova tecnologia nos sistemas governamentais. Reforma econômica.
Reforma política, novo sistema metroviário, reformas, sistemas e reformas. Mais um gole para entender.
O mundo numa espiral de mundanças, diz a reportagem.
Traz mais uma, mais um gole para essa nobre criança que os sessenta a porta adentra.
Estratégias econômicas, políticas. Tudo fora pensado. Tudo sendo aplicado.
Outro gole embrenhando o cidadão. Saindo cambaleando do boteco, numa expressão que não entendera nada do que fora lido, encontra-se normal, sem conflito.
Inexiste problema a quem desconhece.
Encontra-se outro cidadão de terno e gravata, com um terço na mão, compreendendo toda aquela situação apresentada pelo jornal, de antemão.
Presságio?
Num golpe de mestre, concede um projétil a sua cachola. Entendera tanto o ocorrido, que revogou sua existência, num tiro no próprio eu infinito.
O bêbado olha toda aquela cena, um pouco aflito, e diz:
- Nossa, a mulher girou sua cabeça ehn. Mulher perigosa. Esse tomou no olho do horus.
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