Por Danilo Pelloso

INEXISTÊNCIA
20 de novembro de 2011


Uma existência decaída.
A vida vivida aos retalhos da influência humana. Uma existência toda demi-mondaine.
O passarinho a cantarolar e voar por entre as nuvens, em forma de anjos, não estão mais a estar.
Estou cativo no próprio pensamento.
O tempo transcorreu e a mim o mesmo se perdeu. Sinto a consternação de viver na decadência da própria existência. Suntuosos feitos em apenas ser um menino direito? Pequenos feitos na magnitude da vida.
Na vivência a contagem regressiva. A ampulheta da vida agora vivida.
Estabeleci que viverei como se fosse o último dia. Não aguardo apocalipse nem anjos declinando do cosmo.
Aprimoro-me para voar entre as nuvens. Que todos os dias da minha vida, mesmo amortizados, sejam sublimes como eu gostaria.
O tempo vivido a insignificância. Minutos bem vividos.
Alegria, sorriso, bondade, caridade. No derradeiro da idade, um sorriso de contentamento. Inexiste a frustração, por ter caminhado na contramão, do sonhar que sempre estive a estar.
Sou senhor da minha própria dor e da minha existência em sua essência ou inexistência.
Faz-se da própria dor, o próprio louvor.
No caráter, nas realizações, jaz o progresso espiritual, não da crença imposta, mas da liberdade, por sigo mesmo, proposta.

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