CENAS EM VERMELHO SANGUE
26 de novembro de 2011
Reúnem-se os amigos para os bons momentos da vida. Assistir um belo filme de terror. Aumentar a tensão do convívio. Mais?
WoohoohoohooHOO, diz repentinamente um deles, improvisando uma careta horrenda. Assustou? Risos. Alguns ausentasse a necessita de careta para assombrar. “O coisinha tão bonitinha do pai”. Mamãe amedrontada. Tiros? Na cozinha os projéteis de milho, a saltar pela panela, abarrotada de óleo.
Sintonizasse a televisão. Inicia-se o show de horrores.
Um maníaco com uma lâmina rasgando a jugular da encarnada dama.
Uma mãe arremessando o carrinho juntamente com o bebezinho para dentro do riozinho. O bebê. Um olhar desolador. A mãe acenando um sorriso macabro, encantador.
Paredes em sangue fresco. Transtornado artista. Gritos. Outra cena.
Uma névoa cinza, um prédio e uma mulher com os braços abertos a saltar no desconhecido. Morte do eu finito. Liberdade ao infinito.
A tensão aflora. Comenta-se:
- Esse filme é porreta. Deixara-me tenso desde o início, comenta um deles. As cenas alternam-se entre assassinatos e suicídios.
Homicídio. Infanticídio. Show de horror do filme de terror. Adrenalina. Da mente transtornada, a morte anunciada.
Os amigos explanam:
- Nossa! Que filme tenebroso. Para qual idade o mesmo é indicado? É lançamento?
Não há anúncio. Não há cartazes. No olhar distraído do amigo ao lado esta o dvd lacrado. O filme ao lado continua na caixa para ser observado.
Nossa! Pensei assistir um filme de terror do sobrenatural. Não, não. É apenas o jornal. Na realidade, as atrocidades. Que coisa não.
(Crônica publicada dia 26 de novembro de 2011, no jornal Gazeta Regional – Lucélia, SP)
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