Por Danilo Pelloso

REUNIÃO COM CRUZADO DE DIREITA
28 de novembro de 2011


Toda reunião procede à mesma confusão.
Um monte de gente vestida com fantasias para parecerem importantes. Relógio para todas as ocasiões. Jóias para todas as situações.
Na ostentação jaz a fragilidade do ego inacabado.
União de comuns tentando resolver problemas corriqueiros. Bobagens. Por isso que continuo nos meus devaneios.
Problemas desde ajustes de condutas até comportamentos padrões a serem praticados. Padrão do comportamento para pessoas distintas?
Engraçado.
Começa a confusão. Problemas advindos do uso abusivo de veículo institucional.
Não precisa falar mais nada. As pessoas ficam todas alvoroçadas, justificando comportamentos distorcidos para o próprio beneficio.
Há apontamentos. Fulano fez isso, fulano fez aquilo.
De nada adianta lembranças inconvenientes nesta ocasião, porque sua promoção não vem acompanhada da entrega do irmão.
É mais um tolo entre todos os outros tolos.
Justificativas são dadas para atos injustificados. Há os mais comediantes que tenta usar a razão para comportamentos irracionais.
Alguns se silenciam como um eremita. No silêncio, a própria culpa. Inexistem lamentos. Assemelha-se a um filósofo pré-socrático. Pensa apenas em sair ileso de todo o conflito, origem do próprio risco.
Calado, com o pensamento tortuoso e rápido, a pensar em sair do labirinto. Inexiste saída para quem dele adentrou de forma incauta, arrogante e inculta, sem preponderância. Fora pego de calça curta.
Preparativos finais para o encerramento da reunião.
Do glorioso, a consternada atitude daquele cidadão desdenhoso. Nervoso e crítico, mas, neste momento, cauteloso e indeciso.
Como proceder, quando esta preste a padecer na própria moléstia da inveja, a arrogância que o cerca?
Da boca maledicente de antes, sai apenas uma palavra de súplica: podemos reverter essa imposição pelo fato..., Encerrada a reunião.
Mudanças.
No último suspiro, o tolo tentara como tudo em sua vida fatídica de erros e fracassos. Joga-se a toalha da esperança, para não morrer no nocaute.
O que há de tão especial nesta simples reunião?
Na decisão do futuro alheio, há a esperança de viver em paz, mesmo em devaneio.

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