EU SIM SENHOR
28 de novembro de 2011
Eu sim senhor. Palavras ditas. Palavras sofridas. Chapéu de couro, roupa em retalhos. Na pele jaz o sofrimento árduo, de uma vida no trabalho.
Penoso? Respeitado? Não, não, marginalizado pelos próprios ajudados. Seria Cristo? Não.
Auxiliassem muitos, e por muitos é desrespeitado.
De uma ponta a outra. A caminhada é longa.
O trabalho o aguarda, para no túmulo de um simples indigente ter a vida encerrada.
Na longa viagem do nordeste ao sudeste, a esperança na mente, jaz no coração a criança que sente.
Inexiste alguém que da sua terra não quer fazer parte.
Nordestino. Construtor do alheio destino. Do destino certo construído, ao destino incerto instituído.
Povo nordestino. Na pele enrugada do sol irradiante, no suor do seu trabalho incessante, jaz a sua dignidade.
Nordestino com muito amor, mesmo na dor sinta-se no esplendor.
Paulistano. Povo engravatado trabalhando apenas com “coisas” importantes o lado.
Quanto deboche. No nordestino, o paulista senhor do próprio destino.
Na conversa franca com o nordestino humilde, os paulistas deveriam perguntar, para o nordestino, ao mesmo falar.
Quem construiu São Paulo? Tendo como resposta pelo nordestino a seguinte frase: eu sim senhor.
Quem fez minha vida melhorar? Resposta: eu sim senhor.
Quem construiu os prédios e residências para minha família morar? Resposta: eu sim senhor.
Quem devo abraçar e agradecer pela coragem do trabalho árduo que no conforto vivo, sem esforço padecer? Resposta: eu sim senhor.
Da arrogância do imoral, a volta do nordestino a terra natal.
Paulistanos quando necessitar alguém para trabalhar desafrouxe a gravata, tire o paletó, pegue um saco de cimento e neste ritmo tire o seu próprio sustento.
Povo nordestino, que construiu nosso Estado de São Paulo, com muito mimo, não tenha vergonha de aqui ter estado.
Volte com dignidade a sua terra e lá desenvolva o mesmo trabalho aqui desenvolvido.
Não seja subjugado por esse estado, segue sua sina. Quando estiver lá em cima, incline o pescoço afável, e olhe para os paulistas localizados lá embaixo.
(Homenagem de Danilo Pelloso a todo o povo nordestino, que na luta por uma vida digna, fez do Estado de São Paulo, a sua própria sina)
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