CARROSSEL DE UMA VIDA EM FORFEL
01 de dezembro de 2011
Na beleza da observação das crianças contentes e sorridentes, a girar no carrossel encantado, neste brinquedo intrépido e indecente.
São cavalinhos enfeitados, para as criancinhas agraciadas.
Passam horas a fio, rodando no maldito do carrossel infantil. Rodando, rodando, rodando.
Os pais das crianças adentram, neste mundo fantástico e tolo, sentados ambos num cavalinho bobo.
A cada volta, lembranças vêm à mente.
As discussões de casal, conflitos de relacionamento, desde a não aceitação do genro, até as dificuldades do próprio sustento.
Conflitos familiares. Conflitos financeiros. Conflitos de relacionamento. Essa é a fatídica sequência dos conflitos corriqueiros.
Na herança a ser dividida, os conflitos em família. Na vinda do pequenino afável, os lamentos aos altos gastos.
Acredito ser essa a série da maledicência, do desgosto de viver uma vida imoral do bem material.
A cada volta no carrossel encantado, uma lembrança normalmente de mal grado.
Gira criança. Gira criança. Mesmo sendo adulto apresenta comportamentos de infância.
Todos descem com o sentimento de que o mundo encantado passou sendo a dura realidade o que restou.
Rodando no carrossel encantado das injurias e lamentações de não ter vivido uma vida de agrado.
A única certeza da viagem surreal do carrossel é de que nada mudara.
No carrossel encantado da vida cotidiana, apenas roda-se no mesmo eixo não saindo do local. Nos fatos realizados o desapreço esperado.
Tempo perdido. Encantamento acabado.
Gira-se tanto no mundo das lamentações, para continuar no mesmo lugar das reclamações.
No girar da vida sem graça e sem sentido do adulto tolo, o carrossel bobo é o seu próprio destino.
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