Por Danilo Pelloso

TOTALITARISMO DEMOCRÁTICO
12 de setembro de 2011


A democracia é uma ilusão sem graça.
Onde esta a tal democracia se há atitudes que discordo, mas a grande parte concorda. Desconsidera-se minha opinião, sendo válida apenas a dos outros irmãos.
Para quem dela não concorda, inexiste a democracia. Existe sim o totalitarismo. Obedece-se regras e preceitos, mesmo você discordando dos mesmos.
Se há presença da democracia, minha opinião também deveria ser considerada, ou entra-se num consenso, não simplesmente ignorada.
Inexiste a democracia, a soberania popular, devido à ausência de respeito às diferencias sociais, culturais e por ser governado pela soberania impopular.
Com isso, somos governados por pessoas eleitas pela grande parte carente de discernimento, preocupada não em viver, mas sim sobreviver neste ciclo de angústias, dúvidas e lamentos.
Democracia ou totalitarismo democrático?
A grande parte subjuga por ser a grande parte do todo. Mas o todo não é todo sem a parte. Inexiste importância da opinião contraria ao todo. Onde esta a democracia no meu caso? Seria o totalitarismo democrático?
No regime totalitário, o ditador não necessita agradar gregos e troianos para se manter no poder, devido ao fato, de ser o governo o cerne, do seu próprio ser.
Sendo assim, a democracia torna-se um processo muito dispendioso para o nosso povo, pelos altos provimentos, das folhas de pagamentos.
Dívidas a sanar do poder legislativo, do poder executivo, do poder judiciário, mantido pelos impostos. Os três poderes, como na República de Platão, que separados não possuem poder algum.
Cria-se a fatídica impressão que tudo esta sob controle, em suas mãos.
Se encontrássemos um ditador carismático com o seu povo, seria o regime não diria ideal, mas bem econômico. Seria como o filho que a casa da mãe retorna, e auxílio a oferecer, por hora.
Devaneando continuo nos preceitos da democracia utópica. Para vivenciá-la, necessário torna-se a abstração. Acorda. Acorda.
O que se tem é a democracia da vida, semelhante as mulheres da vida pagã. Soberania popular, soberania popular. Dispendiosa, caridosa, desdenhosa. Soberania popular. Tão popular, que se tornou impopular entre os populares.
Soberania popular, com pernas no absolutismo, sempre a estar.
Totalitarismo! Totalitarismo. Regime mais enérgico, menos custoso, para uma população com a tradição de apagar a recordação.
Poder-se-ia escolher, ao tipo de regime que gostaríamos de nos submeter. A democracia como é talhada, torna-se o desenho do regime absolutista, democracia multifacetada de fachada.
Poderia chamar: absolutismo democrático. Sempre haveria discussões, opiniões. Ouvir-se-ia todos, mas o governante seria o único com poder de decisão, o único a dar o aval em qualquer situação.
Regime democrático. Soberania popular. Vinte anos a frente do poder neste regime democrático. E se não fosse democrático? Ficaria a vida toda?
Removendo-se esse semblante de bom grado, ficaríamos apenas com o regime totalitário, menos oneroso, mais habilidoso. Removeria a impressão que tenho, de receber ordens de um sistema totalitário, dentro de um sistema democrático.
Tornou-se cômico, para não dizer trágico.
Não se sabe o que pensar, nem como agir. Democracia que nos acaricia com a sua hipocrisia.
Essa tal democracia! Essa tal democracia!

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