DESABROCHAR DA FLOR DA VIDA
01 de dezembro de 2011
Como uma criança a espreguiçar numa bela tarde de um domingo preguiçoso e nublado esta o belo botão floral, desabrochando e curiosamente espiando sorrindo.
Acende com cuidado, com carinho.
Como um pequenino a espreitar pela porta, o botão segue abrindo, em lampejos.
No desenrolar das sépalas, que abscissa, concedendo a cena às pétalas, com toda a sua cor, e exuberante esplendor.
Ângulos retos a mesma continua inclinando, inclinando, inclinando, abrindo aos poucos para deixar a sua biografia, sorrindo como uma criança querida.
O pequenino está a espreguiçar, esticando as mãozinhas para na liberdade do seu ser buscar.
Assim como o botão a desabrochar pelos campos verdejantes, agora num instante florido, com flores de diversas cores irradiantes.
Os pequenos e grandes animaizinhos são atraídos trazendo consigo a vida, a essência da verdadeira natureza.
A vida brotando da eclosão de um simples e tímido botão. A vida a germinar, a surgir, a estar. Os pássaros chegam a cantarolar.
Nos campos verdejantes, o sol contagiante.
Todos vivendo num sincronismo perfeito. A única imperfeição natural é a existência do homem animal.
Ó lindo campo criado. A vida estabelecida. A paz interior conseguida.
Cultivaremos nestes campos verdejantes. E assim o homem desapropria a própria proprietária da vida.
A natureza compadece diante da atitude humana que floresce. Dos utensílios, o próprio exilo.
A natureza voltará. Em segundo plano estará. Habitará e levará vida, criando outros campos verdejantes, chamando para si outros seres cativantes.
Da distância ao homem, a esperança natural de estabelecer novamente a paisagem mais bela da vida na terra.
As sementes irão desabrochar, e novamente em lugares longínquos haverá a arte pintada nos quadros da existência.
Na natureza a própria essência.
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