AMOSTRAGEM MACABRA
03 de dezembro de 2011
Avaliando o ensaio, ensaiado estou. No campo, o sol ensolarado que restou. Com o auxilio de dois colegas da universidade, balanço as plantas, e os organismos daninhos no pano, vejo caindo.
Realiza-se a contagem. Tudo é descrito, para logo após ser analisado.
Em outra planta. Balançasse a mesma, na esperança de encontrar algo inusitado, ou não encontrar coisa alguma.
As mesmas pragas, as mesmas plantas. A similaridade. Do balançar do vegetal, ao cair dos insetos. Imoral? Prefiro racional. As mesmas plantas, os mesmos, em concordância.
Do estudo. Objetos? A semelhança do microcosmo.
Ao sacudir mais uma planta, observa-se que no pano não há mais a esperança de uma vida em consonância.
Algo inusitado acontecera. A presença de um pequeno quero quero.
Menos uma ave a cantar, na natureza a enfeitar.
Estou a pensar: “O que fiz? Por que chacoalhei aquela planta? Por que assustei o quero quero? Agora o mesmo não mais encanta, nem ao menos canta” Sacudindo espero. Quero, que o quero quero canta.
Inclinei meu corpo para o colega que estava anotando. No final de todas as pragas descritas, falei entristecido por ver aquela pequena ave desfalecida: “Um filhote de quero quero, pode marcar”.
Volto para a casa com a sensação que falhara no cumprimento do dever. Aquele filhote de quero quero não era para lá aparecer.
Pensativo, em desalento, por ter no pano branco, o meu próprio sustento. No quero quero desfalecido, queria que não estivesse eu entristecido.
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