IN MEMÓRIA DO GRANDE LUCELIENSE
03 de dezembro de 2011
É meu aniversário. Não almejo presentes. Gostaria apenas de conceder esse tributo, a esse grande ser vivente.
Uma amizade.
Desenvolvida aos poucos através de trocas de sorrisos, alegrias, contentamento.
Assim criou-se a necessidade da presença. Caminhara a passos compassados, sem pressa para uma boa prosa, ao entardecer, regado a vinho e petiscos dos mais variados a fazer.
Ficava-se a frente de sua residência a conversar sobre os momentos de nossa existência.
Momentos alegres, vibrantes. Momentos marcantes. Inexistiam em seu olhar, sentimentos em desalento. Sempre levara a vida com grande complacência.
Seu China, o futebolista, meu querido artista, que pintou para mim o quadro sublime da essência harmônica da vida. Meu treinador.
Seu China, o complacente, que nunca ao adentrar em sua residência, deixaste de ouvir meus pensamentos às vezes sem importância.
Seu China, o contador de estórias, escrevendo a estória verídica de sua vida vivida, com maestria.
Seu China, o artesão da aviação, que confeccionava com suas sublimes mãos, as peças necessárias para que outras pessoas pudessem, na liberdade de voar, ter a sensação de estar onde jamais conseguiria chegar.
Seu China, o amigo fraternal, sempre a mostrar a tranquilidade celestial. Calmaria dos sábios anjos, que tem no discernimento, o repouso dos seus sentimentos. Observara-se o amor em seus olhos radiantes, que transcendem a luz, no clarão da sua alma, que sempre me conduz.
Seu China, o corintiano. Que me convidava a assistir as partidas contra meu time, e me beliscava de forma carinhosa acompanhado de um belo sorriso franco, inocente de sua face angelical, quando tomávamos um gol.
Seu China, que agora esta sorrindo, nos mais altos graus celestes, tocando juntamente com os anjos, uma bela canção, ao violão.
Seu China, mais que um simples amigo, um verdadeiro e querido irmão. Seu China muito obrigado por ter concedido a mim o prazer do convívio.
Quando partir deste caminho, espero o senhor a caminhar comigo, escutando uma bela canção, com seu sorriso tranquilo e nossa taça de vinho nas mãos.
(Homenagem de Danilo Pelloso, publicada em 03 de dezembro de 2011, no jornal GAZETA REGIONAL – Lucélia – SP, in memória do grande luceliense: Pedro Benedito da Silva, vulgo Seu China).
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