Por Danilo Pelloso

O AUTORAMA
10 de dezembro de 2011


Os carrinhos indo e vindo ao comando do remoto controle. Era aquela diversão. A algazarra da fase imatura, da consciência na sua sublime essência.
Ganhara um autorama na minha infância. Circuito oval, onde competíamos para ver quem seria o campeão. O campeão de coisa alguma.
Diversão de criança.
Cada um com seu carrinho de corrida. Ficava a brincar no decorrer da existência.
Os problemas passavam, mas não me abalavam, porque inexistia a compreensão dos mesmos.
Havia apenas um inconveniente. A fonte de energia do autorama era descartáveis. Mesmo com a crença na inexistência do tempo em anos, naquele período ausentava-se fontes recarregáveis de bateria.
Sua manutenção tornou-se o verdadeiro vilão.
Pensando e refletindo cheguei à conclusão que através de conversores e pinos poderia ligá-lo a energia elétrica, resolvendo essa grande confusão.
Expondo fios, acrescentando garras e com o auxilio de meu irmão, que descobrira, em sua tenra idade, o dom de manipular a eletricidade.
Destino engenheiro eletricista.
Não havia como da o prazer do erro. Assim procedeu. Ligamos o grande amigo das horas vagas, na fonte infindável de energia.
A preocupação infantil de otimizar custos ao acesso ao uso não mais nos conduzia ao tédio e a espera.
Certo dia, tarde com o sol radiante, conclui a necessidade desnecessária de ligar um interruptor de energia ao grande brinquedo.
Incomodava-me a idéia de ter que gastar tempo em colocar todas aquelas garras antes de brincar. Com um interruptor haveria economia de tempo e dispêndio do mesmo para a algazarra.
Fiz todas as ligações assim como desconhecia. No apertar o botão a surpresa.
Subira uma grande circunferência de luz azul. A bela bola de fogo que me arremessara longe, fazendo bater as costas na quina da estante, distante.
A casa escureceu. Apenas o clarão do circulo de energia juntamente com o sol irradiante.
Fogo fato?
Não havia mais energia. Voltamos ao tempo dos nômades. No escuro nosso próprio desalento.
Nas dores nas costas o meu insucesso.
Depois disso em reflexão aprendi que gostava mesmo era de auxiliar a natureza através da engenharia agrônomo, minha inspiração.
Com energia, dentre outras coisas, não brinco mais não.

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