POUSADA INEBRIANTE
10 de dezembro de 2011
Minha peregrinação pela vida começara quando tinha dezessete anos. Adentrando pelas portas da frente, para estudar Análise de Sistemas, na Faculdade Tecnológica de São Paulo, mais precisamente na derradeira Ourinhos.
O sentimento de liberdade era contagiante. Estava alegre, contente com a conquista conquistada com o mimo incessante.
Chegaste à hora de conseguir a morada. Dirigindo a pousada da querida senhora, dona do próprio destino.
Distante da faculdade, próximo de todo o comércio, a mesma estaria. Juntamente com papai, chamamos a proprietária, que externava um sorriso em seu rosto ao abrir o portão com muito bom gosto.
A residência estava toda reformada. Era antiga, sendo enfatizada sua idade, pela própria mobília.
Senhora do próprio destino, não seria do mesmo desatino.
Apresentando o local, abrindo os quartos, mostrando os banheiros, as salas, outros cômodos em devaneios. Não havia possibilidade de cozinhar.
Essa palavra desagradava à senhora que a própria cozinha queria conservar.
Na apresentação já enfatizava as regras do local. Normas sempre bem vindas, mas de muito mal grado.
Os quadros, as fotografias, assim como objetos antigos, daqueles que não mais se utiliza. Tudo estava presente. Esse era o meu receio.
Imaginara eu as estórias fantasmagóricas que houve naquele local, e curioso com todo o oferecido, aguardo a proprietária, contar ao meu pai e a mim, o já ocorrido.
Estava angustiado. Queria saber o ocorrido naquele lugar. Sentia forças estranhas, energias ocultas, sempre constantes.
A velha senhora agora sentada, sem pressa para uma boa prosa, começara a abrir o grande livro que fora aquela casa.
Estórias bonitas, outras macabras.
Uma curiosidade.
As fotografias.
Pessoas novas, pessoas antigas. Ela fora apontando cada um informando a situação de todos de forma individualizada.
No final estavam mortos, um de acidente, outro de causa desconhecida aparente. Alguns pela idade, outros pela sociedade.
Papai assustado calou-se perante o inusitado.
Pensamentos vêm em minha mente.
O poema.
Morte e Vida Severina, baseado na qual decidi não lá estar, porque lá me pareceu um local em que, se morre de velhice antes dos trinta, de emboscada antes dos vinte, e de fome um pouco por dia.
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