Por Danilo Pelloso

OSCILAÇÕES
10 de dezembro de 2011


Na oscilação da vida entre a tristeza e a felicidade esta a fórmula para uma vida tranquila, mesmo num estado de completa desigualdade.
Vivesse nesses altos e baixos. Comprasse algo, a serotonina é autorizada à mente, concedendo à sensação do prazer doente. Passasse algum período, voltasse à angústia da existência. Inexiste o antídoto?
O ser pressionado resulta no entristecimento. No dia seguinte volta-se ao estado latente da vida mundana. Sempre oscilando entre o bem e o mal.
Nesse mundo de dualidade o que se torna necessário é o equilíbrio mental não de estar feliz ou triste, mas em ter apenas a imparcialidade.
Saindo da tristeza se aproximando da alegria, está a neutralidade de todos os atos e todos os fatos da sociedade.
No mundo da neutralidade não há referência, porque inexiste a dualidade. Nos altos salários o conforto certo com a felicidade incerta já que se observa o irmão a passar fome de antemão.
Inexiste felicidade nesse mundo de ilusões.
Há apenas duas maneiras de viver bem consigo mesmo: desconhecer o conhecido, utilizando o subterfúgio verdadeiro da relatividade da verdade, ou reduzir a necessidade do ego para contentar-se apenas com o necessário. Do restante apresentam-se momentos felizes, aliado com o consumismo desenfreado.
Na caridade a razão de sentir-se adequado no mundo dos contrastes.
No profundo ser espiritual esta a verdadeira essência, a verdadeira harmonia. Não digo felicidade e sim neutralidade. Um estado sublime da existência humana, que passara a ser imaterial.
Da metafísica, ao normal.
É a aplicação de uma lei natural. Conhecesse apenas o trivial para a nossa vida diária, por isso que vivesse aflito.
Meias verdades. Conflitos.
Há outros planos. Energias, vibrações, mas não se conhece porque não há o preparo necessário para entrar em sintonia com o cosmos celeste.
Quando o homem conhecer o seu verdadeiro ser mental, o eu metafísico, irá surpreender-se e depois arrepender-se de ter na existência comportado de forma impensada, desperdiçando a própria essência na bobagem do seu próprio ser mundano.
Humano, ser esplendido, de inestimável capacidade pensadora, que continua adormecido, no mar das efêmeras benesses da vida. Um sorriso.
(Crônica publicada em 10 de dezembro de 2011, no Jornal GAZETA REGIONAL – Lucélia – SP)

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