Por Danilo Pelloso

ANO NOVO, BOBAGENS NOVAS
14 de dezembro de 2011


Resquício do natal. Ano novo. Vida nova, existência a mesma, bobagens originais, promessas tolas, conflitos iguais, para pessoas desiguais.
O marasmo do ano novo. Nem a roupa eles modificam. Todos vestidos de branco, um branco patético de paz e calmaria em contraposto ao turbilhão de pensamentos injuriosos na mente do seres humanos desdenhosos.
Seriam anjos? Demônios?
Preto inconstante, negro luto. É essa a cor que utilizo. Bobagens em tributo. O luto contra o insulto.
Iniciam-se as festas para a grande virada.
Que virada, se o tempo é contado de forma linear. Não existem anos, nem ao menos divisões.
Existe apenas a vida vivida, de forma sublime ou no desgosto das atitudes cotidianas.
Titia que tem o sobrinho em desapreço. Titio que continua a embebedar-se a todo preço. Sobrinho em discordância com a prima. E a avozinha naquele campo que mais assemelhasse a guerra fria.
Conflitos.
Todos vestidos de branco, branco hipócrita. Da desarmonia a vitória. Ainda dizem não concordarem com as religiões.
Insisto no preto luto. Preto harmônico, contrastando com branco ilusão. Da sinceridade, meu conflito com a sociedade. Tanta bobagem para apenas um dia que o pessoal não aguenta, e das bebidas se embebedam.
São mais sãs embriagadas do que sóbrias vestidas de branco. Saltitando, fazendo promessas, idealizando realizações.
Esquecesse do principal. No trabalho a própria luta para o ideal. Ano novo desabrocha.
Tudo é esquecido.
Continuasse no ciclo das lamentações, no próprio vício das emoções.
Ano novo, vida na mesma, conflitos iguais. Do novo só tem o ano e as bobagens novas que virá de novo.

Voltar para a coluna de Crônicas


© Copyright 2000 / 2011 - All rights reserved.
Contact: Amaury Teixeira Powered by www.nossalucelia.com.br
Lucélia - A Capital da Amizade
O primeiro município da Nova Alta Paulista